As autoridades gregas anunciaram, nesta segunda-feira (12), a construção de uma nova estrutura permanente e "fechada" até o verão de 2021, na ilha de Lesbos, para substituir o campo de Moria, destruído pelo fogo em setembro.
Empresas de construção também foram contactadas para a instalação de novos campos nas outras ilhas do mar Egeu (Samos, Kos e Leros), disse o ministro grego das Migrações, Notis Mitarachi.
"Avançamos para um programa ambicioso financiado pela União Europeia para os campos fechados (...) Estruturas cuja entrada será controlada" e terá "dupla proteção", declarou.
"Nosso objetivo é ter uma estrutura operacional permanente no verão de 2021" em Lesbos, acrescentou o ministro.
O futuro complexo será equipado com um sistema de proteção contra incêndios e se tentará oferecer condições de vida "decentes" aos seus ocupantes, acrescentou.
Um acampamento improvisado foi montado em Lesbos após o incêndio que destruiu, em 9 de setembro, o campo de Moria, o maior da Europa e que reunia cerca de 12.000 migrantes.
Na quinta-feira passada (8), uma tempestade se abateu sobre a ilha e inundou 80 barracas na estrutura provisória, que precisaram ser substituídas.
De acordo com Notis Mitarachi, este acampamento abriga 7.400 pessoas, mas a população pode cair para menos de 5.000 até o verão.
"Estamos tomando medidas para adequar o campo para o inverno", completou, especificando que contêineres serão enviados ao local.
