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Estado de Minas

Macron acusa políticos libaneses de "trair" seus compromissos


27/09/2020 15:55

O presidente francês Emmanuel Macron afirmou neste domingo (27) que "tomou nota da traição coletiva" dos políticos libaneses após seu fracasso na formação de um governo, contrário ao compromisso que eles haviam firmado no início de setembro.

Em uma incomum coletiva de imprensa dedicada ao Líbano, Macron afirmou que a elite política desse país decidiu "trair" seus compromissos e cometeu uma "traição coletiva" ao não formar um governo.

O primeiro-ministro libanês designado, Mustafa Adib, abriu mão do cargo no sábado, alegando ter falhado na formação de um gabinete reformista.

Os partidos políticos libaneses se comprometeram com Macron, que visitou o Líbano no início de setembro, em formar um governo de ministros "competentes" e "independentes" em até duas duas semanas.

Os partidos libaneses "têm total responsabilidade" por este fracasso e "será importante", acrescentou o presidente francês em Paris.

"Eu vejo que as autoridades libanesas e as forças políticas escolheram favorecer seus interesses partidários e individuais em detrimento do interesse geral do país," ressaltou.

Os líderes do país têm uma "última chance" de respeitar seus compromissos e formar um "governo de missão e obter ajuda internacional", acrescentou Macron.

Ele também enviou um alerta ao grupo xiita Hezbollah, apoiado pelo Irã.

O Hezbollah "não deve pensar que é mais poderoso do que é (...) Deve mostrar que respeita todos os libaneses. E nos últimos dias, demonstrou claramente o contrário", declarou Macron.

O presidente francês visitou o Líbano duas vezes na semana da explosão no porto de Beirute.

A deflagração em 4 de agosto de toneladas de nitrato de amônio armazenadas no porto de Beirute matou 190 pessoas, feriu milhares e devastou muitas áreas da capital.

O drama gerou novos protestos contra a corrupção e a má gestão, levando o governo a renunciar.


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