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Estado de Minas

Trump e Biden se preparam para um debate que definirá reta final da campanha


27/09/2020 12:31

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, encorajado pela nomeação de uma juíza conservadora para a Suprema Corte, e seu rival democrata, Joe Biden, se preparam para seu primeiro debate na terça-feira que definirá a reta final da disputa pela Casa Branca.

Biden está com uma pequena vantagem nas pesquisas, mas com uma conhecida propensão a erros e uma falta de oratória que o fez reconhecer no sábado que será um encontro difícil.

No centro do debate está a gestão da crise da covid-19, que deixou mais de 203.782 mortos nos Estados Unidos e que disparou o desemprego, afetando especialmente as minorias, como os afro-americanos e os latinos.

O político democrata, de 77 anos, que devido à pandemia realiza uma campanha de baixa intensidade, com eventos contados e pouca exposição, estará sob uma pressão que não enfrenta desde as primárias de seu partido, que acabaram em abril.

Este primeiro duelo de 90 minutos será mediado pelo jornalista Chris Wallace da rede conservadora Fox News e é o primeiro de três encontros antes das eleições de 3 de novembro.

Trump continua a atacar seu rival, zombando dele com o apelido "Joe, o dorminhoco" e afirmando que ele sofre algum tipo de deficiência cognitiva pela idade.

Além disso, diz que Biden, um político de longa data ancorado na ala moderada do Partido Democrata, é uma "marionete" da esquerda radical.

- "Um mentiroso" -

"É como Goebbels", respondeu Biden neste sábado, comparando o presidente com o chefe da propaganda nazista Joseph Goebbels. "Um diz um mentira uma vez ou outra, a repete, repete e repete para que se torne um fato incontestável".

"As pessoas sabem que o presidente é um mentiroso", acrescentou Biden.

Trump, por sua vez, chega ao debate encorajado depois de nomear uma magistrada conservadora para preencher a vaga que o falecimento da juíza progressista Ruth Bader Ginsgurg deixou na Suprema Corte.

Com essa eleição, ele espera mobilizar o voto da direita religiosa que o ajudou a chegar à Casa Branca há quatro anos, para recuperar espaço nas pesquisas - que o colocam atrás do democrata.

"Será fantástica", disse Trump à juíza Amy Coney Barrett, de 48 anos, quando a nomeou no sábado na Casa Branca. A magistrada, uma católica praticante e mãe de sete filhos, é conhecida por sua oposição ao aborto, uma das questões-chave na polarização cultural nos Estados Unidos.

- Lado a lado na luta pelo voto latino -

Embora Biden conte com uma vantagem nas pesquisas em nível nacional, com 49,6% contra 42,9% de Trump, segundo o compilado de pesquisas RealClearPolitics, a batalha em estados-chaves será ferrenha.

Nessas eleições, há um número recorde de latinos habilitados a votar, com 32 milhões de eleitores hispânicos, que representam 13,3% do total.

A vantagem de Biden é nítida entre os latinos, com 65% de apoio contra 36% do presidente republicano, mas este eleitorado está longe de ser um bloco uniforme e, em estados-chave como a Flórida, os eleitores de origem cubana, venezuelana ou porto-riquenhos respondem a diferentes motivações.

Neste bastião, que é crucial para chegar à Casa Branca com 29 votos eleitorais, Biden tem uma leve vantagem com 48,7% das intenções de voto contra 47,4% de Trump, segundo a RealClearPolitics.

No entanto, entre os latinos é Trump quem leva vantagem com 50% contra 46% de Biden, devido ao forte apoio dos cubanos, revelou uma pesquisa da rede NBC News.

Neste estado, Trump aposta com força em atiçar o sentimento anticomunista, afirmando que Biden é socialista.

Biden, por sua vez, tenta aproveitar a rejeição ao presidente por sua gestão do fucarão María, que deixou 3.000 mortos na ilha, para somar votos na comunidade porto-riquenha emigrada após o desastre.

"Trump falhou com a comunidade latina em várias oportunidades", disse Biden em um deslocamento de campanha incomum à Flórida em meados do mês.


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