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Estado de Minas

Ministro da Saúde recomenda que moradores de Madri limitem deslocamentos ao essencial


22/09/2020 06:19

O ministro da Saúde da Espanha, Salvador Illa, recomendou a todos os moradores de Madri, e não apenas aos que vivem nas regiões que estão sob restrições de movimento há alguns dias, que limite os deslocamentos ao "essencial" devido ao avanço da pandemia.

"Eu recomendaria aos madrilenos que nos próximos dias (...) restrinjam ao máximo a mobilidade ao essencial e os seus contatos aos grupos de pessoas que moram mais próximas", disse Illa à rádio Cadena Ser, antes de destacar que "a situação mais preocupante" do país está em Madri.

As declarações do ministro aconteceram um dia depois da entrada em vigor das restrições à mobilidade nas zonas da capital de maior incidência do vírus, o que significa que 850.000 pessoas só podem sair de seu bairro por razões de primeira necessidade, como seguir para o trabalho, o médico ou levar os filhos ao colégio.

Além das áreas afetadas, que incluem bairros pobres da zona sul da capital espanhola com incidências acima de 1.000 casos para cada 100.000 habitantes (cinco vezes acima da média na Espanha), as medidas, que devem prosseguir por duas semanas a princípio, incluem o fechamento de parques públicos e limites de capacidade, além do horário de abertura de bares e restaurantes.

Illa considerou que as medidas servirão para reduzir os contágios e afirmou que não acredita na necessidade de um decreto de alerta para a região de Madri, de 6,6 milhões de habitantes, que permitiria um confinamento total da população.

"Há possibilidade, com as medidas adotadas, de entrar em uma situação de controle da pandemia nesta comunidade autônoma de Madri", afirmou o ministro.

Illa reconheceu que há pressão nos hospitais pela escalada de casos, mas afirmou que o sistema de saúde ainda não está comprometido.

Madri é a região mais afetada da Espanha, país que registrou mais de 670.000 casos e mais de 30.600 mortes desde o início da pandemia. A região concentra um terço dos casos (200.000) e das vítimas fatais (mais de 9.000) do país.


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