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Estado de Minas

Rússia diz que tem meios limitados para investigar caso Navalny


18/09/2020 09:55

A Rússia dispõe de meios "limitados" para investigar o caso de Alexei Navalny, declarou nesta sexta-feira (18) o Kremlin, enquanto apoiadores do opositor russo retiraram evidências de seu suposto envenenamento no dia do incidente.

"Infelizmente estamos limitados em nossa capacidade de realizar qualquer tipo de investigação. Parece que os objetos foram liquidados, retirados da Rússia e não podemos acessar as análises feitas na Alemanha", declarou o porta-voz da presidência russa, Dmitri Peskov, citado por agências de notícias russas.

Na quinta-feira, apoiadores de Navalny publicaram um vídeo no qual explicam que o agente nervoso do tipo Novtchok, identificado na Alemanha como o veneno usado contra o opositor, foi detectado em uma garrafa encontrada em seu quarto de hotel em Tomsk (Sibéria) no dia do incidente, no final de agosto.

Eles explicaram que pegaram essa garrafa e outros objetos que poderiam ser relevantes a uma investigação e levaram para a Alemanha, onde o opositor do Kremlin está hospitalizado, por estarem convencidos de que as autoridades russas não iriam investigar.

"Se a garrafa realmente existe, por que foi levada para algum lugar? Talvez haja pessoas que não querem que uma investigação seja realizada", disse Peskov.

"A única coisa que vai esclarecer esses eventos é a troca de informações, amostras biológicas, testes e trabalhos conjuntos, se necessário", acrescentou.

Desde 20 de agosto, quando Navalny passou mal em um avião na Rússia, Moscou diz que não tem provas de que um crime foi cometido e, portanto, não abriu uma investigação, apesar dos apelos a fazê-lo e ameaças de sanções europeias.

Os médicos russos que trataram do opositor antes de ele ser transferido para a Alemanha disseram que realizaram todos os testes necessários sem detectar qualquer agente tóxico.

O Kremlin critica a Alemanha por se recusar a transmitir os dados laboratoriais que apontam para uma substância da família Novichok. Berlim os transmitiu para a França e a Suécia, onde o mesmo veneno também foi identificado.


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