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Estado de Minas

Premiê pede ajuda aos britânicos para achatar segunda curva da pandemia


17/09/2020 07:49

O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, reconheceu nesta quinta-feira (17) que está considerando impor um toque de recolher em bares e restaurantes para achatar a "segunda corcova" da pandemia, comparando uma segunda onda do coronavírus ao perfil de um camelo.

"A única maneira de garantir que o país aproveite o Natal é ser duro agora", disse o líder conservador em entrevista ao jornal "The Sun".

Dado o aumento nas infecções por covid-19, seu governo proibiu todas as reuniões de mais de seis pessoas desde segunda-feira passada, exceto em escolas, locais de trabalho, locais de culto e eventos esportivos.

Se a medida for mantida, isso impossibilitará grandes reuniões de familiares e amigos no Natal, uma época especialmente apreciada pelos britânicos.

E seu Executivo se prepara para anunciar novas restrições na Inglaterra, principalmente no nordeste, que ameaçam um dos grandes hobbies dos britânicos: a ida ao pub, limitada com um possível toque de recolher para bares e restaurantes.

Com essas medidas, "o que quero evitar é confinar" o país, como aconteceu em março, explicou Johnson.

"Podemos pegá-lo agora, parar a onda, frear o pico, achatar a segunda corcova do dromedário", disse Johnson ao jornal, antes de parar para refletir sobre sua metáfora (o correto seria camelo).

"Dromedário ou camelo? Não me lembro qual deles tem duas corcovas? Por favor, verifique", acrescentou.

Com sua habitual retórica burlesca e repleta de imagens, Johnson comparou a primeira onda de coronavírus a um chapéu mexicano e pediu aos britânicos que o "esmagassem" com o confinamento imposto do final de março a junho.

Muito criticado por suas decisões erráticas, a maneira como o governo Johnson lidou com a pandemia viu sua aprovação cair de +51 pontos no final de março para -33 nesta semana, de acordo com uma pesquisa do instituto YouGov divulgada nesta quinta-feira.

O Reino Unido é o país mais atingido na Europa, com quase 41.700 mortes confirmadas de covid-19, de acordo com dados do governo. O Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS), que usa um critério de contagem mais amplo, estima que 58.000 pessoas morreram no país por causa do vírus.


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