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Estado de Minas

Recessão nos EUA será menos brutal que o previsto em 2020, segundo Fed


16/09/2020 19:43

A recessão da economia norte-americana será menos brutal do que o esperado em 2020, mas a recuperação também será menos forte nos próximos anos, considerou o Federal Reserve (Fed) nesta quarta-feira, mantendo suas taxas inalteradas durante reunião de seu comitê monetário.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse que neste ano a recessão será menor do que o estimado e o emprego se recuperará mais cedo do que o esperado, tornando a recuperação econômica dos EUA "altamente incerta".

Além disso, a atividade permanece bem abaixo dos níveis pré-COVID-19, acrescentou. "Levará tempo [para voltar] ao crescimento econômico", disse ele em entrevista coletiva.

O banco central dos EUA estima que a contração do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA será de 3,7% contra a queda de 6,5% estimada em junho. A recuperação será menos forte: 4% em 2021 contra 5% anteriormente esperados, e 3% em 2022 em vez de 3,5%.

A taxa de desemprego, que atingiu o mínimo histórico em 50 anos (3,5%) em fevereiro, subirá este ano para 7,6%, número bem melhor do que os 9,3% estimados em junho, quando a economia se recuperava lentamente da paralisia causada pela pandemia de covid-19.

Os números de agosto foram melhores do que o esperado, com a taxa de desemprego caindo de 14,7% em abril para 8,4%. No entanto, alcançar o pleno emprego, uma das metas do Fed, "levará tempo", alertou Powell.

"A recuperação da economia vai depender muito da evolução do vírus", disse o Fed em comunicado publicado nesta quarta-feira após a reunião de dois dias de seu comitê de política monetária.

"A atual crise de saúde continuará pesando sobre a atividade econômica, o emprego e a inflação no curto prazo e apresenta riscos consideráveis para as perspectivas econômicas de médio prazo", acrescentou.

O presidente do Fed, Jerome Powell, disse mais tarde em uma entrevista coletiva que "a atividade geral permanece bem abaixo do nível pré-pandêmico e o caminho a seguir é altamente incerto".

- Última reunião antes das eleições -

O Fed também revisou a inflação para cima para 2020, colocando-a em 1,2% em vez de 0,8%, e espera atingir sua meta de 2% em 2023.

O banco central acaba de mudar sua política na situação atual para ajudar o país a retornar ao pleno emprego.

Permitirá que a inflação ultrapasse temporariamente a meta anual de 2%, sem aumentar suas taxas, ao contrário do que tem feito até agora.

O Fed manteve, como esperado, suas taxas de juros na faixa de 0 a 0,25% que havia fixado em março por conta do avanço da pandemia.

Esta reunião do comitê monetário foi a última antes das eleições presidenciais de 3 de novembro.

A maior economia do mundo está estagnada após a forte recuperação que se seguiu ao bloqueio para desacelerar a disseminação do coronavírus.

Símbolo dessa desaceleração econômica, as vendas no varejo aumentaram muito menos do que o esperado em agosto.

"As condições financeiras gerais melhoraram nos últimos meses, em parte graças a medidas políticas de apoio à economia", disse o Fed.

Powell discorreu sobre a importância "essencial" desse apoio governamental.

"Levará algum tempo para retornar aos níveis de atividade e emprego do início deste ano, e o apoio contínuo das políticas monetária e fiscal pode ser necessário para isso", avaliou.

"Quase 11 milhões de pessoas ainda estão desempregadas por causa da pandemia, e muitas dessas pessoas trabalharam em setores com dificuldades. Essas pessoas precisam de apoio adicional", insistiu o presidente do Fed.

Apesar de sua importância, a negociação de novas ajudas para empresas e famílias está paralisada no Congresso há um mês e meio.

O tom foi, porém, mais positivo nesta quarta-feira.

"Estou provavelmente mais otimista 72 horas atrás sobre o potencial para um acordo do que estava nos últimos 72 dias", disse o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, à CNBC.

"Os democratas não têm coração. Eles não querem dar dinheiro às pessoas que precisam desesperadamente. Deem mais a eles, republicanos", tuitou o presidente Donald Trump, encorajando assim seu partido a fechar um acordo.


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