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Estado de Minas

Seis imigrantes afegãos serão acusados por incêndio em Lesbos


16/09/2020 11:54

Seis jovens afegãos, incluindo dois menores, suspeitos de estarem envolvidos com o incêndio que devastou o acampamento de imigrantes de Moria, na ilha grega de Lesbos, serão acusados nesta quarta-feira (16) - relatam autoridades locais.

Nenhum dos seis suspeitos tem mais de 20 anos, segundo essas fontes.

Quatro deles foram presos em uma operação policial na última segunda-feira (14) em uma estrada de Lesbos, onde o incêndio reduziu a cinzas o campo de Moria, o maior da Europa. Cerca de 12.000 refugiados viviam nessa estrutura superlotada, em condições precárias e insalubres.

Os outros dois, de 17 anos, foram transferidos para a Grécia continental em uma operação de evacuação de 400 menores desacompanhados, informou a agência oficial de notícias ANA. Posteriormente, foram detidos.

Autoridades gregas afirmaram desde o início que o incêndio em Moria foi iniciado. Uma semana após o drama, milhares de pessoas ainda dormem ao relento e lutam para encontrar comida e água.

As autoridades gregas habilitaram outro campo provisório, que terá capacidade para 9.000 pessoas. No momento, conta com 1.200 migrantes. Pelo menos 35 casos de coronavírus já foram registrados entre eles.

Os migrantes mostram grande relutância em entrar neste novo acampamento, porque acreditam que sua transferência para a Europa continental será impossível no curto prazo.

Nesta quarta-feira, 13 migrantes foram detidos em Samos, outra ilha grega, suspeitos de terem causado um incêndio que pode ter-se espalhado para outro campo de refugiados que abriga 4.700 pessoas. Apenas três deles permanecem detidos e estão sendo interrogados, segundo a polícia.

Além de Moria, existem quatro outros campos de refugiados nas ilhas gregas, em Chios, Kos, Samos e Leros. Todos foram criados no auge da crise migratória para receber e registrar demandantes de asilo procedentes da Turquia.


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