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Estado de Minas

Mais de 30 interrogados em caso histórico de exploração sexual no Uruguai


27/08/2020 18:49

Mais de 30 homens são investigados por exploração sexual de menores no Uruguai, em um caso histórico no país devido ao número de envolvidos, entre eles empresários, comerciantes, políticos e até um ex-juiz.

A investigação, chamada de Operação Oceano, chegou ao total de 32 nomes há alguns dias, e os acusa de "retribuição ou promessa de retribuição" a menores de idade em troca de sexo.

O caso teve início em março, quando o corpo de uma adolescente de 17 anos foi encontrado próximo a um riacho no departamento de Canelones, a leste de Montevidéu. Ao investigar a morte, a Polícia constatou que a vítima tinha denunciado um homem por exploração sexual. Quando fizeram a perícia em seu celular, encontraram mensagens de vários homens oferecendo-lhe dinheiro e presentes em troca de sexo.

A partir daí, começou a se desenrolar uma história que revelou como dezenas de homens entravam em contato com a mesma adolescente e amigas dela, todas menores de idade, com o mesmo objetivo.

Conforme publicado nesta quinta-feira pelo jornal El País, um deles disse ao promotor do caso, Darviña Viera, que a grande maioria dos homens que contatavam as meninas pagavam entre US$ 100 e US$ 300 dólares por atos ou fotografias eróticos.

Além disso, recebiam brindes como peças de lingerie ou apliques de cabelo, entre outros, segundo o jornal.

Entre os acusados estão um ex-juiz de menores, um ex-deputado e um dono de um bar em Punta del Este, além de empresários, comerciantes e professores. Um argentino e um brasileiro também foram requisitados pelos tribunais, segundo a imprensa local.

Os acusados estão sujeitos à medida cautelar de fixação de domicílio por 180 dias e proibidos de se aproximarem das vítimas ou de manter qualquer contato com elas.

Também não podem exercer funções públicas e privadas nas áreas da educação, saúde e de todas as que envolvam o atendimento direto a menores de idade.

Os acusados aguardam agora que o Ministério Público que conduz a investigação os acuse ou também desistam de levar o processo a julgamento, o que pode demorar vários meses.

O crime de exploração sexual de menores no Uruguai resulta em pena de dois a 12 anos de prisão.


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