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Estado de Minas

Luisiana se prepara para chegada do furacão Laura


25/08/2020 17:49

A cidade de Nova Orleans se prepara nesta terça-feira (25) para a chegada do furacão Laura, que ameaça a costa americana após deixar cerca de 20 mortos no Haiti e na República Dominicana, assim como alguns danos em Cuba.

O Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC) informou em seu boletim das 12h de Brasília (15h GMT) que se espera que Laura, com ventos de 120 km/h, com rajadas mais fortes, ganhe força antes de chegar à costa da Luisiana e parte do Texas.

"Prevemos um fortalecimento significativo nas próximas 48 horas" e "que Laura se torne um furacão maior quando tocar o solo", afirmou o NHC.

No Twitter, o governador da Luisiana, John Bel Edwards, disse esperar que Laura "toque o solo pelo menos como um furacão de categoria 3".

"Assegurem-se que estão preparados, tenham o necessário e acompanhem as notícias locais para estar informados", acrescentou em seu chamado de atenção aos moradores de estado.

O NHC, com sede em Miami, adverte que a maré ciclônica "será acompanhada de ondas grandes e destrutivas" e que até 300 mm de chuvas poderão provocar inundações em regiões dos estados do Texas, Luisiana e Arkansas.

- O fantasma do Katrina -

Laura se desloca a 26 km/h, adentrando o Golfo do México em direção à "costa superior do Texas e o sudoeste da Luisiana na noite de quarta-feira", quando tocará o solo.

Em Nova Orleans, a prefeita LaToya Cantrell determinou o início dos preparativos para a chegada da tempestade. "Não se esqueçam da COVID-19 com os efeitos do furacão", advertiu no Twitter.

No Bairro Francês, o centro histórico ficou sem turistas, enquanto sacos de areia eram empilhados em frente a portas e janelas. Edifícios de arquitetura colonial eram protegidos com placas de madeira.

"Não me preocupa que a água entre com a tempestade, me preocupa a chuva e que as bombas não funcione, e isso é o que causará as inundações", disse à AFP o comerciante Robert Dunalp.

Nova Orleans ainda sofre com o trauma do Katrina, um furacão de categoria 5 que inundou 80% da cidade e provocou 1.000 mortos em 2005.

Sonya Mcculler, que viveu aqueles dias trágicos 15 anos atrás, diz esperar qualquer coisa porque "numa hora você pode achar que não vai acontecer, no minuto seguinte está tentando se preparar para garantir não ficar presa. É uma loucura", disse.

Mais recentemente, em 2017, os litorais do Texas e da Luisiana foi castigado por Harvey, um furacão de categoria 3 que causou inundações catastróficas e deixou 68 mortos.

- Rastro de morte -

Laura passou na segunda-feira como tempestade tropical por Cuba, onde provocou chuvas intensas e forte maré, e antes pela ilha Hispaniola, compartilhada por Haiti e República Dominicana, deixando um rastro de pelo menos 24 mortos.

No domingo, Laura deixou 20 mortos no Haiti: um bebê, um menino de oito anos, dez homens e oito mulheres, segundo um balanço oficial. Na República Dominicana, deixou quatro mortos.

As tempestades representam um grave risco para o Haiti e a República Dominicana, pois as chuvas por si só ameaçam com deslizamentos de terra e transbordamentos repentinos de cursos d'água devido à desertificação.

A Hispaniola também sofreu os efeitos da tempestade Marco, que perdeu força e se degradou para depressão.

Em Cuba, enquanto isso, Laura provocou fortes chuvas, fortes marés e inundações costeiras, destelhamento e quedas de árvores e postes, obrigando a evacuação de 334.000 pessoas, embora não tenham sido reportados danos pessoais.

A temporada de furacões no Atlântico, que se estende de 1º de junho a 30 de novembro, pode ser especialmente severa este ano. O NHC espera 25 depressões. Laura é a décima segunda e Marco, a décima terceira.

Enquanto isso, Marco se degradou a depressão e seus efeitos deveriam desaparecer nesta terça-feira.

As trajetórias de Laura e Marco levaram à evacuação de 114 plataformas de petróleo do Golfo do México, o que significou a suspensão de cerca de 80% da produção.

O fato de os dois fenômenos meteorológicos se sucederem tão próximos um do outro no Golfo de México é extremadamente raro, segundo especialistas.


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