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Estado de Minas

Atentado suicida contra base militar deixa ao menos três mortos no Afeganistão


25/08/2020 16:31

Ao menos três pessoas morreram e cerca de 40 ficaram feridas nesta terça-feira (25) durante um ataque suicida com um caminhão-bomba no norte do Afeganistão, informaram fontes militares. O Talibã assumiu a responsabilidade pelo atentado e afirmou que o alvo era uma base militar afegã que preparava um ataque contra os insurgentes.

"O alvo do inimigo era uma base de comando militar, mas depois de não conseguir alcançá-la, ele explodiu o veículo próximo, causando sérios danos entre os civis ao redor", disse Hanif Rezayee, um porta-voz militar, à AFP.

"Muitas casas foram danificadas ou destruídas. Os soldados ajudaram a evacuar as vítimas", acrescentou Rezayee, que especificou que houve pelo menos três mortos (dois civis e um militar) e 41 feridos, 35 deles civis.

O presidente do Afeganistão, Ashraf Ghani, condenou o atentado. "A continuação da violência do Talibã tem um impacto (negativo) nas chances de paz", disse ele, segundo seu porta-voz Sediq Sediqqi. "O Talibã deve parar de brigar e matar afegãos, concordar com um cessar-fogo e manter um diálogo direto com o governo afegão", acrescentou Ghani.

De acordo com os talibãs, que costumam exagerar os números das perdas de seus inimigos, cerca de 61 soldados foram mortos em um ataque que visava "vingar a mutilação de corpos de talibãs nas províncias de Balkh e Zabul (sul)", disse Zabihullah Mujahid, um representante do Talibã.

O ataque coincide com a visita de uma delegação talibã ao Paquistão, um dos três países que reconheceram o regime talibã na década de 1990 e que mantém certos laços com os rebeldes.

"As partes afegãs devem aproveitar esta ocasião histórica e chegar a uma solução política negociada" para um conflito que começou há quase 19 anos, afirmou o Ministério das Relações Exteriores do Paquistão em um comunicado divulgado na noite de terça-feira.

Apesar do cessar-fogo e da troca de prisioneiros em agosto, as negociações entre as autoridades afegãs e o Talibã, previstas no acordo assinado em fevereiro entre os Estados Unidos e os insurgentes, não estão avançando.


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