O líder evangélico americano Jerry Falwell Jr., um fervoroso apoiador do presidente Donald Trump, renunciou à Presidência de uma renomada universidade cristã após revelações sobre sua vida sexual - informou a imprensa americana.
Falwell, de 58 anos, foi temporariamente suspenso, a partir de 7 de agosto, pela Liberty University, fundada por seu pai, Jerry Falwell, após a publicação no Instagram de uma foto onde aparece com uma jovem. Na imagem, ambos estão com a calça parcialmente aberta.
Depois, veio à tona o depoimento de um ex-funcionário de uma piscina, que alegou ter tido relações sexuais com a esposa do religioso, Becki, enquanto Jerry assistia.
Em nota, a Liberty University afirmou que, desde a suspensão temporária de seu reitor, "surgiram outros elementos que mostravam que não seria bom para a universidade que retomasse seu posto" à frente da instituição.
Na segunda-feira à noite, Falwell disse à ABC News e ao Wall Street Journal que havia renunciado.
O jovem assistente de piscina, que segundo os jornais se chama Giancarlo Granda, disse ao site Politico que conheceu o casal em 2012, em Miami, quando tinha 20 anos.
Ele contou que Falwell os assistia durante o sexo, "ao vivo, ou por vídeo".
"Também ouvia nossas conversas por telefone", completou.
No domingo, Falwell disse ao jornal Washington Examiner "não estar envolvido" na aventura extraconjugal de sua mulher.
A Liberty University, com sede em Lynchburg (Virgínia), tem um "código de honra" rígido que estipula que "as relações sexuais fora do casamento (...) não são permitidas".
Falwell foi um dos primeiros dirigentes evangélicos a apoiar Trump. O empresário nova-iorquino visitou duas vezes o campus da universidade antes de ser eleito em 2016.
