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Estado de Minas

Trump queria trocar Porto Rico pela Groenlândia, diz ex-funcionário


19/08/2020 17:13

O presidente Donald Trump queria vender Porto Rico ou trocar esse território dos Estados Unidos pela Groenlândia, que pertence à Dinamarca, pois considera o local sujo e pobre, segundo um ex-funcionário do alto escalão do governo norte-americano nesta quarta-feira (19).

Miles Taylor, que era chefe de gabinete do Departamento de Segurança Interna, disse que Trump expressou essas opiniões enquanto o governo realizava operações de apoio depois que dois furacões devastaram a ilha caribenha em 2017.

Taylor afirmou ao canal MSNBC que, pouco antes de uma viagem de funcionários do governo em 2018, o presidente - que já falava com frequência sobre a aquisição da Groenlândia - sugeriu seriamente que ele poderia negociar Porto Rico.

"Ele nos disse não só ele queria comprar a Groenlândia, ele realmente disse que queria ver se poderíamos vender Porto Rico, se poderíamos trocar Porto Rico pela Groenlândia, porque, em suas palavras, Porto Rico era sujo e o povo era pobre", contou Taylor.

O ex-funcionário não acha que os comentários de Trump fossem brincadeira.

"Estes são americanos. Não falamos sobre nossos companheiros americanos dessa maneira", acrescentou. "E o fato de que o presidente dos Estados Unidos quisesse tomar um território dos EUA dos americanos e trocá-lo por um país estrangeiro é mais que revoltante".

Trump expressa há muito tempo desdém pela ilha de cerca de três milhões de habitantes, muitos dos quais vivem no continente, em especial na Flórida e em Nova York. "O presidente expressou profunda animosidade em relação ao povo porto-riquenho nos bastidores", disse Taylor, que deixou o Departamento de Segurança em 2019 e esta semana divulgou seu apoio ao democrata Joe Biden.

No ano passado, Trump cancelou uma visita à Dinamarca depois que o primeiro-ministro, Mette Frederiksen, recusou sua proposta de comprar a Groenlândia, classificando-a como "absurda", mas na época não houve menção a Porto Rico como parte do acordo sugerido.

Na terça-feira, o presidente americano desqualificou Taylor no Twitter, dizendo que ele é um "ex-funcionário descontente".


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