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Eleições nos EUA: Kamala Harris será a candidata a vice na chapa de Joe Biden

Negra e filha de imigrantes, a senadora pelo estado da Califórnia concorreu pela nomeação democrata nas primárias


11/08/2020 17:45 - atualizado 11/08/2020 18:33

(foto: Jeff Kowalsky/AFP)
(foto: Jeff Kowalsky/AFP)
O candidato democrata à presidência dos Estados Unidos na eleição deste ano, Joe Biden, escolheu a senadora Kamala Harris como parceira de chapa e candidata à vice-presidente. Com isso, ela se torna a primeira mulher negra a ser indicada por um dos dois grandes partidos do país para disputar a vice-presidência. A representante do estado da Califórnia disputou a indicação democrata com Biden, mas desistiu durante as primárias. 

 

Pelo Twitter, o desafiante de Donald Trump pela Casa Branca elogiou Harris. “Eu tenho a grande honra de anunciar que escolhi Kamala Harris – uma lutadora destemida pelo pequeno, e uma das melhores servidoras públicas do país – como minha colega de chapa”, escreveu Biden.
 
Filha de imigrantes vindos da Jamaica e da Índia, Kamala Harris foi procuradora geral da Califórnia e promotora em São Francisco. Segundo Biden, nesse período Harris “levantou trabalhadores e protegeu mulheres e crianças de abusos. Eu estava orgulhoso na época, e agora estou orgulhoso de tê-la como minha parceira nesta campanha”, continuou o ex-vice-presidente na postagem. 
 
Harris foi a escolha mais segura entre as possíveis opções para a campanha de Biden, segundo apurou a repórter da GloboNews, Raquel Krähenbühl. De acordo com a jornalista, a deputada Karen Bass foi descartada por comentários passados que poderiam atrapalhar o desempenho da campanha na Flórida, e a diplomata Susan Rice por falta de experiência política. As duas também são negras. 
 
Com a escolha de uma mulher negra e que representa as minorias, os democratas pretendem contrapor o presidente Donald Trump, em meio a um momento de convulsão social e discussões sobre racismo no país e no mundo. O site de notícias Poltico escreveu que a escolha por Harris “quebra barreiras” e “acontece em um momento de avaliação racial no país, lançando uma das mulheres de cor mais conhecidas na política em uma competição contra o presidente Donald Trump, que alimentou divisões raciais na Casa Branca e durante a campanha”. 
 
*Estagiário sob supervisão da editora-assistente Vera Schmitz


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