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Estado de Minas

Restrições voltam para conter pandemia, que deixa mais de 650.000 mortos no mundo


27/07/2020 21:31

Autoridades voltaram a impor restrições em vários países para tentar conter o novo coronavírus nesta segunda-feira (27), quando o número oficial de mortes na pandemia supera as 650.000 no mundo, e nos Estados Unidos começam os testes clínicos em larga escala para uma vacina.

Em Washington DC, onde a Casa Branca anunciou que outro alto assessor do presidente Donald Trump se infectou, a prefeita Muriel Bowser determinou que as pessoas que visitarem o distrito federal provenientes de 27 estados do país com alta prevalência de COVID-19 terão que se isolar por duas semanas, um sinal desanimador para o turismo doméstico.

A Espanha, que esperava salvar sua temporada de verão, promovendo-se como um destino seguro, levou um balde d'água fria com a decisão do Reino Unido de reintroduzir a quarentena para viajantes que voltarem deste país diante do aumento de casos ali.

A Alemanha anunciou que tornará obrigatórios os exames de coronavírus para os viajantes que voltarem de áreas de risco.

E a Bélgica, que registra a maior taxa de mortalidade do mundo e na semana passada teve um aumento de 70% dos casos, anunciou que a partir de quarta-feira a população poderá ver cinco pessoas no máximo fora de seu círculo familiar, reduzindo a "bolha social" permitida de 15.

A França ordenou toques de recolher noturnos nas praias de Quiberon, na costa atlântica, após o foco registrado no balneário.

A China, onde o novo coronavírus foi detectado pela primeira vez no fim do ano passado, reportou seu maior número de casos em três meses, enquanto em Hong Kong, sacudido por uma onda de infecções, foi decretado o uso obrigatório de máscaras em público.

O Irã, o país mais afetado pela pandemia no Oriente Médio, advertiu contra a celebração de casamentos e funerais, visto que o surto do novo coronavírus não parece ceder.

Na América Latina, região com maior quantidade de contágios, uma multidão enfurecida incendiou o prédio municipal de um povoado indígena no oeste da Guatemala em reação a um anúncio sobre medidas para conter a pandemia.

- OMS contra o fechamento de fronteiras -

As restrições à circulação continuam sendo parte importante da estratégia de muitos países para combater o novo coronavírus, mas a Organização Mundial da Saúde (OMS) considerou inviável manter as fronteiras fechadas.

"As economias devem reabrir, as pessoas devem trabalhar, o comércio deve ser retomado", disse Michael Ryan, diretor de emergências da OMS, embora tenha admitido que cada Estado deve levar em conta os riscos que enfrenta.

Maria Van Kerkhove, epidemiologista da OMS, disse que mais do que medidas drásticas, as pessoas devem se adaptar a uma "nova normalidade" de distanciamento físico dos demais e máscaras.

O vírus matou um total de 650.049 pessoas e infectou 16,3 milhões, segundo contagem da AFP compilada de fontes oficiais.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de vítimas fatais (146.968), seguidos de Brasil (87.618), Reino Unido (45.752), México (43.680) e Itália (35.112).

De acordo com os números mais recentes da pandemia, divulgados na noite desta segunda, o Brasil registrou 614 óbitos em 24 horas, elevando o total a 87.618. No mesmo período foram contabilizados 23.284 novos casos, somando 2.442.375.

- "Engenho científico americano" -

O presidente americano, Donald Trump, insistiu em que a solução contra a pandemia radica na rápida descoberta de uma vacina e novos tratamentos contra o vírus, que agora contagiou um assessor próximo: o conselheiro de Segurança Nacional, Robert O'Brien.

Longe de paralisar a economia antes das presidenciais de 3 de novembro, quando tentará se reeleger, Trump quer resolver a crise sanitária graças ao "engenho científico americano".

Desde março, Washington destinou 6,3 bilhões para financiar projetos de vacinas em grandes laboratórios, como Johnson & Johnson, Pfizer e AstraZeneca, e em duas pequenas empresas de biotecnologia, Novavax e Moderna.

Fundada em 2010, a Moderna começou nesta segunda a última fase de testes de sua vacina nos Estados Unidos, tornando-se uma das quatro companhias do mundo a alcançar esta etapa.

- Bolsonaro é denunciado no TPI -

No Brasil, que continua sendo o país latino-americano mais castigado pela COVID-19, trabalhadores de saúde pediram ao Tribunal Penal Internacional em Haia para investigar o governo do presidente Jair Bolsonaro por crimes contra a humanidade por sua gestão da pandemia.

O caso foi apresentado por uma coalizão de sindicatos, que diz representar mais de um milhão de trabalhadores de saúde brasileiros e acusa a administração de Bolsonaro de ser "negligência criminosa".

O presidente, que comparou o coronavírus a uma "gripezinha" e atacou as medidas de distanciamento social impostas pelas autoridades estaduais e municipais para conter a disseminação da doença, testou positivo para a COVID-19 em 7 de julho, mas no sábado disse estar curado.

Nesta segunda, na Bolívia, a presidente interina, Jeanine Áñez, anunciou ter recebido alta médica de um quadro assintomático de coronavírus, e por isso disse que voltará "ao trabalho normal".


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