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Estado de Minas

Conselheiro de Segurança Nacional de Trump testa positivo para COVID-19


27/07/2020 14:43

Robert O'Brien, conselheiro de Segurança Nacional do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deu positivo para a COVID-19, ao mesmo tempo que o mandatário aposta em uma rápida descoberta da vacina para a doença para ampliar suas chances de reeleição em 3 de novembro.

O'Brien, que ocupa um cargo crucial dentro do executivo americano, já se isolou e trabalha "de um lugar seguro" fora da Casa Branca, segundo informou a Casa Branca nesta segunda-feira (27).

Ele é o primeiro conselheiro do presidente a ser diagnosticado. De acordo com a Casa Branca, as devidas precauções já foram tomadas e o presidente escapou do vírus até o momento.

O'Brien fez uma viagem a Paris em meados de julho, onde se reuniu com seus homólogos franceses, alemães, italianos e britânicos.

"Não há risco de exposição do presidente ou do vice-presidente", acrescentou, assegurando que o Conselho de Segurança Nacional continuará funcionando normalmente.

Para Trump, a crise na saúde não se resolverá com a suspensão das atividades no país, a não ser com a oferta de vacinas e medicamentos.

"A solução não chegará por meio de máscaras ou da paralisação da economia, esperamos que seja um cientista americano que permita que as terapias e vacinas funcionem", disse o chefe de gabinete da Casa Branca, Mark Meadows, em declarações à emissora ABC no domingo.

Desde março, Washington investiu cerca de US$ 6,3 bilhões para financiar projetos de vacinas de grandes laboratórios, como Johnson & Johnson, Pfizer e AstraZeneca, e em duas pequenas empresas de biotecnologia, Novavax e Moderna.

Tudo isso sem contar os bilhões de dólares adicionais para financiar o desenvolvimento de tratamentos para a COVID-19, além da construção de fábricas voltadas para isso e a fabricação de seringas e outros suprimentos médicos.

Nesta segunda, Trump visitará o local de produção experimental de vacinas da Novavax, que recebeu US$ 1,6 bilhão no início de julho.

O presidente chama seus esforços contra a COVID-19 de operação "Warp Speed" (um termo proveniente da ficção científica que significa "mais rápido que a velocidade da luz"), e não esconde que seu objetivo é vacinar primeiro os Estados Unidos, longe do pensamento europeu de que a vacina é um "bem público global".

A operação estabeleceu a meta de ter 300 milhões de doses de vacina até janeiro de 2021. E como não há garantia da eficácia de nenhuma delas, os contratos com três dos desenvolvedores (AstraZeneca, Novavax e Pfizer) já fixaram a entrega prioritária de 500 milhões de doses aos Estados Unidos, segundo anúncios públicos.

"Espero que o processo de autorização seja muito rápido", afirmou o presidente americano na semana passada, ao anunciar o acordo de US$ 1,95 bilhão com a farmacêutica Pfizer.

"Acreditamos que é bom e que outras empresas por trás disso também estão indo muito bem e estão bem à frente", ressaltou Trump.

- Testes em grande escala -

Washington assinou acordos com os dois projetos ocidentais de vacinas mais avançados (juntamente com os chineses Sinovac e Sinopharm): AstraZeneca (parceiro industrial da Universidade de Oxford, no Reino Unido) e a Moderna, fundada em 2010.

Os dois já iniciaram seus testes da fase 3, a última e mais importante, em milhares de voluntários. A Johnson & Johnson acabou de iniciar a Fase 1 nesta segunda, no Tennessee.

Moderna iniciou hoje a Fase 3 nos Estados Unidos, e espera recrutar 30.000 voluntários nos próximos meses. Oxford está testando sua vacina no Reino Unido, Brasil e África do Sul.

Quando os resultados estarão disponíveis?

Na melhor das hipóteses em outubro, talvez em novembro, explicou o diretor da Moderna, Stéphane Bancel, à emissora americana CNBC. Isso permitiria um anúncio sobre a vacina antes da eleição.

A Moderna, parceira do National Institutes of Health (NIH), um grupo de instituições públicas americanas focadas em pesquisa médica, se beneficiará do aumento da pandemia nos Estados Unidos, que registra mais de 60.000 novos casos diariamente.

Como metade dos participantes receberá um placebo, quanto mais infectados, maior a probabilidade de a vacina demonstrar sua eficácia na metade dos participantes que a receberem.

A agência americana de medicamentos (FDA) disse que para aprovar uma vacina contra o novo coronavírus os desenvolvedores devem demonstrar que ela é ao menos 50% eficaz em um estudo feito com placebo.

"Infelizmente, como disse o Dr. Fauci (Anthony Fauci, especialista americano em doenças infecciosas), por causa de todos os casos nos Estados Unidos, no Sul e agora no Oeste, todo esse cenário deve ajudar no desenvolvimento", ressaltou Bancel.


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