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Estado de Minas INTERNACIONAL

Irã protesta por manobra de caças americanos perto de avião comercial iraniano


24/07/2020 18:28

O Irã se manifestou perante as Nações Unidas na sexta-feira, 24, do que classificou de "violação flagrante" do direito internacional, depois que dois aviões de combate dos Estados Unidos se aproximaram de um avião comercial iraniano que sobrevoava o espaço aéreo sírio.

O Comando dos EUA no Oriente Médio afirma que a manobra é uma "inspeção visual" rotineira. Inicialmente, na noite desta quinta-feira, o Irã havia acusado Israel de tentar interceptar o avião iraniano, que fazia a rota de Teerã para Beirute.

A abordagem do F-15 ao Airbus A 310 da Mahan Airlines aconteceu na noite de quinta-feira, 23, nos céus da Síria. O incidente fez com que a aeronave perdesse altitude e deixou 12 feridos, incluindo tripulação e passageiros.

O avião aterrissou em Beirute, destino programado, e depois retornou ao Irã, com pouso durante a madrugada no Aeroporto Imam Khomeini, em Teerã.

O Ministério de Rodovias e Desenvolvimento Urbano iraniano já apresentou uma queixa contra a ação militar americana, junto a Organização da Aviação Civil Internacional (OACI).

"Atacar um avião de passageiros é um ato terrorista. Como um avião de passageiros que voa em sua rota comercial, de acordo com os protocolos da aviação, pode ser atacado e ameaçado por caças em um país?", questionou o titular da pasta, Mohamad Eslami.

As relações entre os dois países estão em um ponto de tensão que só piorou desde que o presidente americano, Donald Trump, se opôs, em 2018, a um acordo sobre o programa nuclear de Teerã, que havia sido negociado por anos com as principais potências mundiais.

Israel e os Estados Unidos são inimigos do Irã. O governo iraniano é um aliado do regime da Síria - país que está em guerra desde 2011 e vizinho de Israel - e também do movimento armado Hezbollah no Líbano.

Aviões abatidos

Em janeiro deste ano, um avião Boeing 737 com 176 tripulantes de sete países foi abatido após decolar do aeroporto Imam Khomeini, na capital do Irã, Teerã. Após dias de negativa, o Irã admitiu ter disparado um míssil por erro, culpando o papel da "política aventureira" dos Estados Unidos pela tragédia final.

A tragédia lembrou outro caso, que ficou conhecido como Voo Iran Air 655. Em julho de 1988, um airbus foi abatido por um navio americano enquanto sobrevoava o Golfo, matando 290 pessoas.

Mais de 30 anos após o ataque, o Irã ainda aguarda um pedido de desculpas oficial dos Estados Unidos. (Com agências internacionais)


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