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Estado de Minas

Avanços de vacina contra COVID-19 nos EUA trazem esperança frente à pandemia


postado em 14/07/2020 21:25

A pandemia do novo coronavírus avançava rapidamente nesta terça-feira (14), quando surgiu uma nova esperança para o desenvolvimento de uma vacina, após o anúncio da empresa americana de biotecnologia Moderna de que seu imunizante entrará na fase final de testes em humanos em duas semanas.

Antecipando uma possível solução, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) informou à tarde que trabalha para garantir o acesso subsidiado a uma futura vacina a países vulneráveis da América Latina.

A Moderna é o primeiro laboratório a atingir a fase final dos testes em humanos com uma vacina anti-COVID-19, que começará em 27 de julho nos Estados Unidos, com 30.000 participantes. Metade deles receberá a vacina em doses de 100 microgramas e a outra metade, um placebo. Os testes vão durar até 27 de outubro.

A notícia chega quando a pandemia totaliza pelo menos 574.278 mortes e mais de 13.178.180 infecções em todo o mundo desde que o novo coronavírus foi detectado na China no final de dezembro, segundo um balanço da AFP.

Os números são particularmente preocupantes na América Latina, com 3,4 milhões de casos de COVID-19 e se tornou a segunda região mais afetada do mundo depois da Europa, com 146.735 mortes.

Diante de um panorama cada vez mais complexo na região e com as economias em declínio, a OPAS "está em coordenação com outros parceiros para garantir que os países mais vulneráveis da região receberá a vacina contra a COVID-19 de forma subsidiada e com preços acessíveis", disse sua diretora, Carissa Etienne, em entrevista coletiva nesta terça-feira, especificando que isso pode ser articulado graças a um fundo de cooperação.

Etienne alertou que os países devem se preparar agora para alcançar populações vulneráveis. "Caso contrário, pode levar anos para as pessoas serem vacinadas e não podemos arcar com esse atraso", afirmou.

- Brasil sem carnaval? -

O vírus não dá trégua em nenhum canto do planeta. A escalada continua nos Estados Unidos, o país mais atingido pela pandemia no mundo, especialmente no estado da Flórida, que atingiu um novo recorde diário de mortes.

O Brasil, o segundo país mais afetado do mundo, concentra mais da metade de mortos (74.133) e dos casos da região, com um total de 1.926.824.

O coronavírus agora ameaça o carnaval. Nesta terça-feira, pelo menos cinco das mais importantes escolas de samba do Rio de Janeiro pediram o adiamento da festa para 2021 até que exista uma vacina contra a COVID-19, segundo relatos da imprensa.

O presidente Jair Bolsonaro, infectado e em quarentena há quase uma semana, anunciou que um novo exame será realizado e disse que aguarda ansiosamente os resultados.

"Não suporto essa rotina de ficar em casa, é horrível", disse o presidente, um forte opositor ao confinamento desde o início da pandemia, em entrevista por telefone à CNN.

Os países da América Latina sofrem um forte impacto, inclusive econômico. No Chile, onde grandes desigualdades causaram um distúrbio social em outubro que durou vários meses, o presidente Sebastián Piñera anunciou uma transferência do equivalente a 630 dólares a trabalhadores ou desempregados afetados pela pandemia, como reforço de um criticado plano de apoio à classe média.

Na Bolívia, milhares de pessoas convocadas pelos sindicatos desafiaram a quarentena e marcharam contra as políticas de saúde, educação e trabalho da presidente interina de direita, Jeanine Áñez.

Os protestos criticam as demissões e a queda da economia atribuída ao confinamento em vigor desde março.

O Peru, que totaliza mais de 12.000 mortes por coronavírus, suspendeu nesta terça-feira as eleições primárias obrigatórias com vistas às eleições de 2021.

No entanto, em um processo gradual de desconfinamento, parte do país retomará o transporte terrestre e aéreo doméstico na quarta-feira.

Além disso, em 24 de julho, a cidadela inca de Machu Picchu, a joia do turismo peruano, será reaberta.

- Retorno ao confinamento na Índia -

Um aumento de casos em várias partes do mundo resultou no reconfinamento de cerca de 120 milhões de pessoas na Índia, no norte de Bihar, por duas semanas a partir de quinta-feira.

No sul do país, mais de 13 milhões de pessoas em Bangalore e região também estarão confinadas por dez dias a partir desta terça-feira.

A segunda nação mais populosa do planeta, que confinou sua população de março a junho, teve até esta terça-feira 23.727 mortes de 906.752 casos confirmados de COVID-19.

Em outras partes do mundo, também foram reimpostas restrições para tentar impedir a propagação do vírus.

O governo britânico decidiu nesta terça-feira tornar obrigatório o uso de máscaras nas lojas da Inglaterra a partir de 24 de julho, uma medida que foi recebida como positiva, mas tardia.

No Reino Unido, o Produto Interno Bruto (PIB) caiu 19,1% entre março e maio em comparação com os três meses anteriores, e o país pode enfrentar a pior recessão "em 300 anos", segundo uma agência do governo.

No setor da moda, a Itália iniciou sua primeira semana de moda virtual nesta terça-feira, depois de Londres e Paris. Apenas duas marcas farão desfiles de moda presenciais.

Na França, a festa de 14 de julho foi adaptada em razão do vírus. O tradicional desfile militar na Champs-Élysées foi realocado e reduzido pela metade, com 2.000 soldados e muitos fogos de artifício suspensos.


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