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Estado de Minas

Governo Trump desiste de suspender vistos de estudantes que só tiverem aulas remotas


postado em 14/07/2020 20:01

O governo do presidente americano, Donald Trump, voltou atrás de forma surpreendente e desistiu de suspender os vistos de estudantes universitários estrangeiros que precisarem acompanhar as aulas remotamente devido à pandemia do novo coronavírus, após ser contestado por várias universidades e estados.

A volta atrás foi anunciada por uma juíza federal de Boston a cargo da ação apresentada pela Universidade de Harvard e o MIT contra a decisão do governo americano, anunciada no último dia 6. "As partes chegaram a uma solução (...) o governo aceitou anular a decisão", informou a juíza Allison Burroughs em breve audiência, realizada remotamente.

A ação apresentada na Justiça pelas duas universidades, que estão entre as mais prestigiadas do mundo, foi apoiada pelo estado de Nova York e por dezenas de outras instituições e sindicatos de professores. Outros 17 estados e o Distrito de Columbia entraram com uma ação semelhante contra o governo.

Empresas de tecnologia que contratam muitos estrangeiros, como Google, Facebook, Twitter e Spotify, também apoiaram a ação das universidades.

- Um milhão de estudantes estrangeiros -

Centenas de milhares de estudantes estrangeiros corriam o risco de serem deportados dos Estados Unidos, epicentro mundial da pandemia do novo coronavírus, porque suas universidades oferecerão apenas cursos remotos a partir do próximo semestre.

Harvard e MIT foram as primeiras instituições a fazerem frente à decisão da polícia migratória na quarta-feira passada, quando pediram à Justiça para bloquear a ordem, que qualificaram de "arbitrária e caprichosa".

"Parece que foi desenhada de propósito, para pressionar as universidades a fim de que abrissem seus campi para aulas presenciais neste outono, ignorando as preocupações com a saúde e a segurança de estudantes, professores e outros", declarou o presidente da universidade de Harvard, Lawrence Bacow.

Os Estados Unidos contam com cerca de 1 milhão de estudantes estrangeiros (5,5% do total) e muitas instituições dependem em grande medida do dinheiro dos mesmos. O presidente Donald Trump não reagiu à decisão.

Trump, que fez da luta contra a imigração uma marca registrada de seu mandato e aposta na reativação da economia para se reeleger em novembro, pede incansavelmente a reabertura das escolas e universidades. Apesar da pressão do presidente, vários distritos escolares, principalmente na Califórnia, onde a pandemia está em plena explosão, anunciaram ontem que os alunos só retornarão parcialmente às escolas em setembro.


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