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Estado de Minas

Trump ignora críticas e mantém padrões de poluição da era Obama

Apesar das críticas recebidas de associações que consideram a norma pouco rigorosa, atual presidente manterá padrão em 70 partes por bilhão (ppb) ao nível do solo


postado em 13/07/2020 19:38 / atualizado em 13/07/2020 21:25

Ozônio é o componente principal do
Ozônio é o componente principal do "smog", nevoeiro com poluição que encobre com regularidade cidades como Los Angeles. (foto: Jim Watson/AFP)

A Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo de Donald Trump anunciou nesta segunda-feira que irá manter os padrões de contaminação atmosférica por ozônio nos Estados Unidos estabelecidos em 2015 pelo governo de Barack Obama, apesar das críticas recebidas de associações que consideram a norma pouco rigorosa.

 

"A EPA propõe a manutenção dos padrões atuais de ozônio sem alterações", disse o chefe da agência, Andrew Wheeler, em entrevista coletiva. O padrão foi estabelecido em 70 partes por bilhão (ppb) ao nível do solo, como parte de um acordo entre a associação de proteção da saúde, ambientalistas e indústrias. O governo Obama considerou este nível suficientemente protetor.

O ozônio é o componente principal do "smog", nevoeiro com poluição que encobre com regularidade cidades como Los Angeles. O gás é prejudicial a pessoas que sofrem de asma e a crianças, cujos pulmões ainda estão em formação. Já na atmosfera, a camada de ozônio é benéfica, uma vez que filtra a radiação ultravioleta.


A lei americana que regula as emissões atmosféricas, Lei do Ar Limpo, demanda que o governo revise a norma a cada cinco anos, baseando-se em considerações sanitárias e com "uma margem de segurança adequada".


Ativistas, principalmente a Associação Americana do Pulmão, fizeram campanha para que a norma fosse ajustada para 60 ppb. "Estamos decepcionados, ignoram incontáveis evidências médicas que mostram que seria necessário um padrão mais baixo para proteger a saúde dos americanos", disse à AFP Paul Billings, da Associação do Pulmão.


Andrew Wheeler afirmou que as concentrações de ozônio no país caíram 4% entre 2017 e 2019.


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