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Estado de Minas

Ruínas de antigo palácio asteca são descobertas no México


postado em 13/07/2020 19:31

Vestígios de um antigo palácio asteca, sede de acontecimentos cruciais da conquista do México, como a morte do monarca Montezuma, e que depois se tornou a residência de Hernán Cortés, foram descobertas sob um emblemático edifício do centro da capital, informou nesta segunda-feira (13) o governo mexicano.

O edifício Nacional Monte de Piedad, histórica casa de penhores em plena praça central da Cidade do México, escondia pisos de lajes de basalto correspondentes a um espaço aberto do palácio de Axayácatl, sexto tlatoani (governador asteca) de Tenochtitlan entre 1469 e 1481, pai de Moctezuma.

Na incursão arqueológica também foram encontradas ruínas da primeira casa do conquistador espanhol Cortés, que em seguida foi usada como primeiro administração local da Nova Espanha e sede do marquesado do Vale de Oaxaca, detalhou o Instituto Nacional de Antropologia e História do México (Inah).

A descoberta foi possível graças a obras de reforço da base do edifício do Monte de Piedad, erguido em 1755, e que envolveram a escavação de 12 poços de sondagem.

Em um local adjacente à zona central das obras, os arqueólogos Raúl Barrera e José María García realizaram uma escavação intensiva, localizando ruínas de um estrutura construída com silhares de basalto e tezontle, uma rocha vulcânica do origem mexicana, com dimensão de cinco por quatro metros.

"Análises posteriores permitiriam concluir que esta foi a residência de Hernán Cortés, após a queda do México-Tenochtitlan, em 1521", explicou o instituto em comunicado.

Sob a casa do conquistador, a mais de três metros de profundidade, foram encontradas as ruínas de outro piso de lajes de basalto, mas da era pré-hispânica.

Os especialistas afirmaram que o local "fez parte de um espaço aberto do antigo Palácio de Axayácatl, provavelmente um pátio".

Barrera e García destacaram que os vestígios correspondem a materiais reutilizados do Palácio de Axayácatl que, assim como outras construções do recinto sagrado de Tenochtitlan, foram destruídos pelos espanhóis e seus aliados indígenas, tanto com fins simbólicos como práticos.

Estes pisos pré-hispânicos "foram os mesmos por onde perambularam os invasores espanhóis e seus aliados na chegada a Tenochtitlan, em 8 de novembro de 1519", ressaltou Barrera.

Moctezuma "permitiu que ficassem alojados nas casas velhas que haviam pertencido a seu pai e, em pouco tempo, foram convertidas em quartel", completou.

O subsolo do centro histórico da capital mexicana, onde foi erguida a antiga Tenochtitlan, é uma fonte inesgotável de descobertas arqueológicas, sede de museus e de diversas investigações científicas.


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