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Estado de Minas

Locais de culto emblemáticos reconvertidos ao longo dos séculos


postado em 13/07/2020 09:25

O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, anunciou na sexta-feira a transformação da antiga basílica de Santa Sofia, também conhecida como Hagia Sophia, em uma mesquita depois que um tribunal revogou o status de museu dessa atração turística de Istambul.

Hagia Sophia, importante obra arquitetônica construída no século VI pelos bizantinos, está incluída na lista de patrimônio mundial da Unesco.

Os otomanos a converteram em mesquita após a tomada de Constantinopla em 1453 e o líder da jovem república turca Mustafa Kemal a transformou em museu em 1934, com a intenção de "oferecê-la à Humanidade".

Da Síria à Espanha, passando pelo Chipre, veja alguns exemplos emblemáticos de locais de culto reconvertidos, em mesquitas ou igrejas, ao longo dos séculos.

- ESPANHA -

A mesquita-catedral de Córdoba, na Andaluzia (sul), incluída desde 1984 no patrimônio mundial da UNESCO, foi construída pelos emires e califas omíadas entre os séculos VIII e XI no local de uma basílica cristã.

Os muçulmanos conquistaram a maior parte da Península Ibérica no século VIII e a mesquita era o principal local de culto do Islã no Ocidente. Depois que o rei católico Ferdinand III reconquistou a cidade em 1236, tornou-se uma igreja.

- CHIPRE -

Localizada no norte de Nicósia, a mesquita de Selimiye era originalmente uma catedral católica gótica. A catedral de Santa Sofia foi construída no século XIII, depois que os cruzados conquistaram Chipre.

Foi convertida em mesquita após a conquista de Nicósia pelos otomanos em 1570.

A catedral gótica de São Nicolau, erguida em Famagusta, no leste da ilha, no início do século XIV, sofreu o mesmo destino em 1571, tornando-se a mesquita de Lala Mustafa Pasha.

- IRAQUE -

A igreja ortodoxa siríaca de Santo Efrém em Mossul, de más de 1.800 anos, foi convertida em mesquita pelo grupo Estado Islâmico em 2014 até que os jihadistas foram expulsos da cidade três anos mais tarde.

- CISJORDÂNIA -

A grande mesquita de Nablus, na Cisjordânia, era originalmente uma igreja, construída pelo imperador Justiniano no século VI. Foi transformada em mesquita e posteriormente reconvertida em uma igreja pelos cruzados.

Em 1186, os aiúbidas a converteram novamente em uma mesquita.

Al Jadra, a mesquita verde, foi construída na cidade palestina, no local onde Jacó chorou por seu filho José, segundo a tradição. Os cruzados a transformaram em uma igreja e tornou-se uma mesquita novamente em 1187.

- LÍBANO -

A mesquita de Al Omari, localizada no centro de Beirute, foi um templo romano antes que os bizantinos a convertessem em igreja.

Após as conquistas islâmicas, tornou-se uma mesquita e recebeu o nome do segundo califa do Islã, Omar Ibn al Jattab.

Na época das cruzadas, foi novamente transformada em igreja românica e Saladino, o primeiro governante da dinastia aiúbida, converteu-a em mesquita em 1187.

Os francos a recuperaram e a converteram em uma catedral entre 1197 e 1291, antes de se tornar uma mesquita durante a era dos mamelucos.

- SÍRIA -

No coração da capital síria, a mesquita dos Omíadas é uma das mais famosas do mundo islâmico. Originalmente, era um templo em homenagem a Júpiter, mas no final do século IV tornou-se uma igreja por ordem do imperador Teodósio I, e mais tarde uma mesquita na época da dinastia Omíada (670-751).

Dentro, acredita-se que contenha o corpo de João Batista, ou "o profeta Yahya", como é conhecido na religião muçulmana.

- EGITO -

Construída em 370, a mesquita Atarina de Alexandria era originalmente uma igreja dedicada a Santo Atanásio, uma figura da igreja ortodoxa copta.

Foi convertida em uma mesquita no século VII durante as invasões islâmicas. Durante a invasão napoleônica, os franceses pensaram que abrigava o túmulo de Alexandre, o Grande. Foi renovada várias vezes pelos otomanos e reaberta ao público em 1976.

- ARGÉLIA -

Há dados de que em 1612 a mesquita Ketchaoua em Argel já existia. No final do século XVIII, era uma das principais do país.

Mas no final de 1831, as novas autoridades francesas a converteram na igreja de São Philippe de Argel. Os sacerdotes pregavam no mimbar, de onde o imã pregava.

Em 1838, foi consagrada catedral de Argel. Foi transformada e expandida, destruindo grande parte da antiga mesquita.

Ketchaoua tornou-se uma mesquita novamente em 1962, quando a Argélia conquistou a independência.


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