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Estado de Minas

Pandemia 'muito intensa' continua matando no Brasil e gera recorde de casos nos EUA


postado em 10/07/2020 17:39

A Organização Mundial da Saúde (OMS) assegurou que com medidas estritas ainda é possível controlar a pandemia do novo coronavírus, que teve um novo recorde de casos nos Estados Unidos e continua avançando pela América Latina, especialmente no Brasil.

"Há muitos exemplos em todo o mundo que demonstraram que, embora a epidemia seja muito intensa, ainda pode ser controlada", disse nesta sexta-feira (10) o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, citando os casos de Espanha, Itália e Coreia do Sul.

"Só uma ação agressiva combinada com a unidade nacional e a solidariedade mundial podem reverter a trajetória da pandemia", advertiu.

A pandemia do novo coronavírus causou mais de 555.000 mortes no mundo desde que a China informou o aparecimento da doença no fim de dezembro, segundo um balanço elaborado pela AFP a partir de fontes oficiais.

Foram diagnosticados mais de 12 milhões de casos, dos quais pelo menos 6,5 milhões são considerados curados.

- Indígenas vulneráveis -

O Brasil, epicentro da pandemia na América Latina, registrava até a sexta-feira 1,7 milhão de casos e 69.184 mortes.

O presidente Jair Bolsonaro, um cético da pandemia contrário às medidas de quarentena e que está com a doença, disse na quinta-feira sentir-se "muito bem" e voltou a fazer campanha pela hidroxicloroquina.

As comunidades indígenas do país, já vulneráveis com o avanço do garimpo, do desmatamento e da propagação da malária, têm no novo coronavírus um novo inimigo implacável.

Segundo números oficiais, a pandemia deixou mais de 9.000 indígenas contagiados e 193 mortos.

- Novo recorde nos EUA -

Os Estados Unidos continuam sendo de longe o país mais afetado em termos absolutos e registraram um novo recorde de contágios diários pelo coronavírus, com mais de 65.500 novos casos em 24 horas, segundo cifras da Universidade Johns Hopkins às 21H30 de quinta-feira, horário de Brasília.

O número total de casos registrados de COVID-19 no país desde o início da pandemia supera os 3,11 milhões, com um surto de infecções no sul e no oeste do país nas últimas semanas.

Anthony Fauci, um dos principais integrantes do grupo de trabalho sobre o novo coronavírus na Casa Branca, reiterou suas advertências de que o surto no país se agrava devido à falta de uma estratégia coerente.

"Como país, quando nos comparamos com outros, não se pode dizer que estejamos nos saindo bem", advertiu.

O presidente americano, Donald Trump, por sua vez, voltou a apontar a China como a responsável pela pandemia.

"Eles poderiam ter parado a peste, poderiam ter parado a peste e não o fizeram", afirmou o presidente nesta sexta-feira.

Trump disse que as relações com a China ficaram "seriamente abaladas" com a crise do coronavírus e que está considerando uma segunda fase do acordo comercial, assinado em janeiro com o gigante asiático.

- Presidente da Bolívia, "assintomática" -

Na Bolívia, país de 11 milhões de habitantes que acumula 44.113 contagiados e 1.638 falecidos, a presidente interina, Jeanine Áñez, testou positivo ao exame do novo coronavírus na quinta-feira.

A presidente, de 53 anos, é candidata às eleições presidenciais de 6 de setembro, "se encontra estável", isolada na residência presidencial e "está absolutamente assintomática", disse nesta sexta-feira seu médico pessoal.

Áñez informou na quinta-feira por sua conta no Twitter ter se submetido ao exame de COVID-19 devido aos múltiplos casos positivos entre seus colaboradores.

Trata-se do segundo caso de um presidente sul-americano com a COVID-19, depois de Bolsonaro, que anunciou o contágio na terça-feira.

- Recidiva na Colômbia -

Bogotá, epicentro da pandemia na Colômbia, elevou o nível de alerta diante da rápida propagação do novo coronavírus, que está sobrecarregando seu sistema de terapia intensiva.

A partir da segunda-feira, a cidade "entra em alerta laranja e o sistema de terapia intensiva, em alerta vermelho", disse à imprensa a prefeita Claudia López.

Com quase oito milhões de habitantes e pouco mais de 42.300 casos confirmados (953 mortos), a capital colombiana concentra quase 32% dos 133.973 contágios detectados em todo o país desde 6 de março.

- FMI estima dívida recorde -

Os esforços dos governos para impedir um colapso econômico pela pandemia levarão a dívida pública global a um máximo histórico em 2020, acima de 100% do PIB global, mas o FMI advertiu que cortar os gastos públicos cedo demais poderia descarrilar a recuperação.

Funcionários do organismo financeiro multilateral, que historicamente defende os cortes dos gastos públicos, alertaram nesta sexta que será necessário que o desembolso fiscal continue "estando como apoio e que seja flexível até que se tenha assegurado uma saída duradoura da crise".

A crise sanitária e o confinamento para conter um vírus para o qual não há vacina demandaram uma "imensa resposta fiscal" perto dos 11 trilhões de dólares para sustentar os lares e impedir falências.


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