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Estado de Minas

Palestinos oferecem negociação direta com Israel


postado em 29/06/2020 18:31

Os palestinos estão preparados para retomar as negociações de paz com Israel e fazer concessões territoriais "menores" ao Estado hebreu, de acordo com uma contraproposta ao plano dos Estados Unidos para o Oriente Médio.

A Autoridade Palestina enviou um texto ao Quarteto internacional, consultado pela AFP nesta segunda-feira, no qual garante que os palestinos estão "preparados para retomar as negociações bilaterais no ponto" em que foram suspensos em 2014.

O primeiro-ministro palestino, Mohamed Shtayyeh, disse em 9 de junho que a Autoridade Palestina havia preparado um rascunho com a resposta ao plano de paz dos EUA, mas não mencionou negociações diretas com os israelenses.

A coalizão que governa Israel definiu o dia 1º de julho como a data a partir da qual o governo israelense decidirá sobre o controverso plano de paz do presidente dos EUA, Donald Trump, para o Oriente Médio.

O plano de Trump abre caminho para Israel anexar parte da Cisjordânia ocupada, incluindo as colônias judaicas que, de acordo com o direito internacional, são ilegais.

O executivo palestino retirará a contraproposta se Israel prosseguir com a anexação "de qualquer parte do território palestino". "Ninguém tem mais interesse em chegar a um acordo de paz do que os palestinos e ninguém tem tanto a perder quanto os palestinos na ausência de paz", diz a carta de quatro páginas enviada pelo Quarteto formado por Nações Unidas, Estados Unidos, Rússia e União Europeia.

"Estamos preparados para ter nosso Estado com um número limitado de armas e uma força policial poderosa para manter a lei e a ordem", diz, antes de acrescentar que aceitaria uma força internacional como a OTAN, com mandato das Nações Unidas, para monitorar cumprimento de qualquer tratado de paz eventual.

O texto também propõe "pequenas mudanças nas fronteiras a serem mutuamente acordadas, com base nas fronteiras de 4 de junho de 1967", quando as forças israelenses ocuparam a Cisjordânia.

Anunciado no final de janeiro em Washington, o plano de Trump também contempla a anexação de Israel do vale do Jordão na Cisjordânia.

Mais de 450.000 israelenses vivem nas colônias da Cisjordânia, além de 2,8 milhões de palestinos.

As propostas de Washington contemplam a criação de um Estado palestino, mas em um território reduzido e sem a capital em Jerusalém Oriental, como exigem os palestinos, que rejeitaram categoricamente o plano americano.

A União Europeia também se opõe e exortou Israel a abandonar suas ambições de anexação.

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