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Estado de Minas

Cineasta russo é condenado a três anos de prisão sob sursis por fraude


postado em 26/06/2020 12:31

O cineasta e diretor teatral Kirill Serebrennikov, de 50 anos, figura do meio artístico russo, foi condenado a três anos de prisão sob sursis por um tribunal de Moscou, nesta sexta-feira (26).

Ele foi considerado culpado em um caso de fraude para fins de enriquecimento pessoal, um processo controverso e apontado, por seus defensores, como altamente politizado.

"Serebrennikov (e seus coacusados), Itine, Malobrodski cometeram uma fraude (...) de uma amplitude particularmente importante", em detrimento do Ministério da Cultura, diz a sentença lida pela juíza Olessya Mendeleieva.

De qualquer modo, "a reabilitação de Serebrennikov é possível sem pena real", acrescentou a juíza.

"Sem comentários", limitou-se a declarar o cineasta, após a leitura da sentença.

Ele não poderá dirigir nenhum órgão cultural nesse período e terá de pagar uma multa.

A acusação exigia seis anos de prisão contra o diretor de cinema.

Kirill Serebrennikov foi julgado pelo desvio de cerca de 129 milhões de rublos (em torno de US$ 1,82 milhão) de subsídios públicos entre 2011 e 2014.

A juíza acusa os réus de terem agido em um grupo, liderado por Serebrennikov.

O cineasta foi detido em agosto de 2017, quando rodava seu filme "Leto", em São Petersburgo. Foi levado para Moscou, onde permaneceu em prisão domiciliar até abril de 2019.

Várias personalidades culturais russas e estrangeiras manifestaram seu apoio a ele, considerando que sua arte se opõe ao conservadorismo das autoridades russas, o que poderia lhe causar esses problemas judiciais.

Kirill Serebrennikov, diretor artístico do Centro Gogol, um famoso teatro de Moscou, sempre negou as acusações que pesam contra ele.


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