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Estado de Minas

EUA alerta que punirá países que negociarem com empresa de navegação iraniana


postado em 08/06/2020 19:37

Os Estados Unidos alertaram nesta segunda-feira (8) que punirão qualquer país que negocie com a principal companhia de navegação iraniana, a qual acusa de contribuir com o programa armamentista de Teerã.

O Departamento do Tesouro americano disse que aplicou uma sanção, válida a partir desta segunda, contra as Linhas de Navegação da República Islâmica do Irã, conhecidas pela sigla IRISL, assim como a E-Sail, sua subsidiária com sede em Xangai, na China.

A partir dessas sanções, os EUA tomarão ações de forma unilateral contra qualquer governo, empresa ou pessoa que negocie com essas companhias.

"Pedimos às autoridades governamentais de todo o mundo que investiguem toda a atividade de IRISL e da E-Sail em seus portos e mares territoriais, e a tomar as ações apropriadas para descontinuá-las", disse o chefe da diplomacia americana, Mike Pompeo, em comunicado.

"O mundo deve continuar alerta e atuar para impedir que o Irã adquira itens suscetíveis de proliferação (armamentista) que ameacem mais uma vez a estabilidade e a segurança regional", acrescentou.

A IRISL, empresa que possui interesses em todo o mundo, é a 15ª maior companhia de navegação do mundo caso o volume de carga transportada for considerado, segundo os números mais recentes disponíveis na base de dados Alphaliner.

De acordo com autoridades americanas, a IRISL transportou carga sensível para o exército iraniano e participou do seu programa de mísseis balísticos, defendido por Teerã como algo legal, embora as resoluções do Conselho de Segurança da ONU proíbam o país de desenvolver atividades relacionadas a armas nucleares.

A IRISL já foi afetada pelas sanções americanas em resposta ao programa nuclear iraniano, mas essas novas medidas dificultam suas negociações ao tocar no ponto das armas de destruição em massa, agora de maneira mais ampla.

Os Estados Unidos tinham anunciado essas sanções em dezembro, mas atrasaram para que a medida entrasse em vigor, alegando que queriam dar tempo aos países para encontrar outras maneiras comercializar de forma humanitária, sem represálias.

Em 2018, o presidente americano, Donald Trump, impôs unilateralmente sanções contra o Irã, quando decidiu abandonar o pacto nuclear. O acordo consistia na drástica redução por parte de Teerã das suas atividades atômicas, em troca de um suposto alívio das sanções econômicas.


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