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Estado de Minas SAÚDE

Trump rompe relações com a Organização Mundial de Saúde

Presidente dos EUA não explicou como vai funcionar esse afastamento, mas adiantou que vai redirecionar o financiamento do órgão para outras iniciativas do governo


postado em 29/05/2020 16:27 / atualizado em 29/05/2020 17:03

Donald Trump, presidente dos Estados Unidos(foto: AFP)
Donald Trump, presidente dos Estados Unidos (foto: AFP)
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou em entrevista coletiva na Casa Branca, nesta sexta-feira (29), que o país está encerrando relações com a Organização Mundial da Saúde (OMS). Além disso, fez críticas ao modo como o órgão reagiu contra a pandemia do novo coronavírus (Sars-Cov-2) e questionou o papel da China na entidade.
 
Durante o pronunciamento, o republicano não informou como será feito esse rompimento com a OMS. O presidente disse apenas que vai reposicionar o financiamento ao órgão, retirado em 14 de abril, para outras iniciativas do governo.
 
Trump também acusou a China de estar à frente das decisões da OMS, mesmo que Pequim financiasse menos o organismo do que os EUA.
 
“A China tem controle total sobre a Organização Mundial da Saúde, apesar de pagar apenas US $ 40 milhões por ano em comparação com o que os Estados Unidos estão pagando, que são aproximadamente US $ 450 milhões por ano”, afirmou.
 
O presidente ainda cobrou um posicionamento do país asiático sobre a pandemia da COVID-19. “O mundo precisa de respostas da China para o vírus. Nós devemos ter transparência. Por que a China afastou as pessoas infectadas de Wuhan para todas as outras partes da China?”.
 
“Não foi a Pequim, não foi a lugar nenhum, mas eles permitiram que viajassem livremente pelo mundo, incluindo a Europa e os Estados Unidos”, completou.

Ultimato

Na segunda-feira (25), Donald Trump publicou em uma rede social imagens de uma carta que enviou ao diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informando que, se o órgão não se comprometesse com "melhorias substânciais" nos próximos 30 dias, ele iria transformar o congelamento temporário do financiamento do país para a entidade em permanente.  
 
 
 
O republicano encerrou a carta dizendo que não poderia permitir que "os dólares dos contribuintes americanos continuem financiando uma organização que, em seu estado atual, claramente não atende aos interesses dos Estados Unidos".
 
*Estagiário sob supervisão da editora Liliane Corrêa

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