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Estado de Minas

"Nunca mais será o mesmo", diz Rosanna Arquette sobre o mundo pós-coronavírus


postado em 25/05/2020 10:13

"É extraordinário quantas pessoas estão se unindo e ajudando as outras", diz a atriz Rosanna Arquette sobre o mundo atual durante a pandemia.

A atriz de "Procura-se Susan desesperadamente" e "Pulp Fiction" e ativista do movimento #MeToo conversou com a AFP de sua casa em Los Angeles sobre o impacto que essa crise gerou em sua vida e na sociedade.

- Qual tem sido sua atividade favorita durante essa crise?

Estou me metendo muito na cozinha, cozinho muito e não desperdiço nada... Por alguma razão, tenho um dom para juntar coisas com um sabor muito bom... É algo relaxante e te faz sentir bem.

Passei muito tempo em restaurantes por anos. Ser capaz de cozinhar para meu marido e minha filha tem sido realmente bom. Venho lavando muita louça, limpando a casa, lavando roupa, tem sido ótimo. Não reclamo, parece real, o que supõe que devo fazer.

- O que a pandemia lhe ensinou?

Minha impaciência, aprender que sou realmente impaciente. Sinto muita tristeza com alguns assuntos e aprendi a aceitar as coisas dentro de mim e com os outros, a ter paciência com os outros e a perdoar, deixar o ressentimento ir. Tudo isso. Hoje visto essa camisa, que diz 'Coragem'... a coragem de mudar. Esse é um aspecto espiritual na vida, a coragem para mudar, que acredito que todos precisamos neste momento.

- Como a pandemia nos mudou?

É extraordinário quantas pessoas estão se unindo e ajudando as outras... Todos fazendo máscaras, enviando para as pessoas, estamos vendo a comunidade se unir, em uma verdadeira irmandade. Acho que isso nunca vai acabar, o mundo nunca mais será o mesmo depois disso. Estados Unidos nunca mais será o mesmo depois disso. Não voltaremos aos velhos hábitos.

- Quais soluções gostaria de ver depois do fim da pandemia?

Estamos vendo que os grandes capitais governam tudo e isso certamente continuará, mas muitos seres humanos estão vendo que isso não é justo, que é injusto em todos os níveis. E acredito que os jovens serão motivados a sair para votar e vamos nos livrar dessas pessoas no governo, que é tão fascista.

- Como afetará a indústria do entretenimento?

Acho que o streaming será o novo caminho. Assim como foi para a música, está acontecendo com os filmes e a televisão. Sei que a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas acaba de mudar para permitir que filmes estreados em streaming sejam elegíveis para o Oscas. Isso está começando a acontecer, lento mas de forma segura. Adoro assistir um filme no cinema e tenho certeza que muitas gente também, mas você se sente seguro?

- Quais líderes estão lidando melhor com a crise?

Temos administrado isso muito mal nos Estados Unidos, a pandemia... Não temos um presidente incrível como (a primeira-ministra Jacinda) Ardern na Nova Zelândia. Aqui, está sendo administrado de maneira tão terrível que agora se espalhará e matará acho que milhões. É assustador... as mulheres são poderosas, inteligentes e são mães. Possuem um instinto natural de proteger e de cuidar imediatamente.

- Como afetará o #MeToo?

Vejo um grande esforço para acabar com ele, questioná-lo, isso acontece a cada minuto. Mas sempre escutarei qualquer sobrevivente que sinta que foi abusada e violada, creio que é preciso investigar à fundo... E vou votar por (Joe) Biden (recentemente acusado de agressão sexual).

As pessoas se sentem ameaçadas pelo movimento #MeToo, que fez muitas coisas boas, grandes coisas, que permitiu que as pessoas falassem e fossem ouvidas. Vamos torcer para que cada ser humano aprenda algo disso e seja melhor do que antes.


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