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Estado de Minas

México vai repatriar 133 cidadãos dos EUA


postado em 20/05/2020 08:19

O governo do México começou a repatriar na terça-feira (19), por avião e diretamente para a capital, 133 de seus cidadãos nos Estados Unidos, que serão submetidos a protocolos sanitários pela COVID-19, diante do aumento das travessias ilegais para o país vizinho.

"As transferências ocorrerão a partir de San Diego, Califórnia (quatro voos), e Brownsville, Texas (quatro voos), nos dias 19, 22, 26 e 29 de maio", informou o ministério das Relações Exteriores em comunicado.

A operação busca repatriar "os mexicanos de maneira digna, segura e ordenada" e facilitar o retorno a seus locais de origem, informou.

A Agência de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos Estados Unidos (CBP) observou, no entanto, que o objetivo do repatriamento é "reduzir a propagação da COVID-19 nos Estados Unidos" e diminuir "a pressão sobre os recursos do México ao longo da fronteira", à luz do aumento da entrada ilegal de mexicanos em seu território.

Segundo a CBP, de 20 de março a 14 de maio, houve um aumento no fluxo de cidadãos mexicanos que fizeram repetidas tentativas de entrar nos Estados Unidos sem documentos e burlando as medidas sanitárias.

"Alguns entraram ilegalmente nos Estados Unidos mais de 10 vezes durante esse período", acrescentou a CBP.

Os voos de repatriamento vão obedecer aos protocolos de saúde estabelecidos em cada país pela pandemia, como testes de detecção precoce antes do embarque nos Estados Unidos, de acordo com o ministério das Relações Exteriores do México.

"É importante ressaltar que apenas as pessoas que na data do repatriamento não apresentarem sinais ou forem assintomáticas" da COVID-19 embarcarão no voo, afirmou o órgão.

Uma vez no México, uma equipe da Saúde Internacional fará uma revisão preventiva dos cidadãos repatriados "para detectar sinais relacionados" à doença.

"O Instituto Nacional de Migração receberá os cidadãos para emitir um certificado de repatriamento e ajudá-los a retornar aos seus estados de origem por terra", acrescentou o ministério das Relações Exteriores.


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