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Estado de Minas

Influente ativista dos direitos humanos morre em prisão saudita


postado em 24/04/2020 16:19

Um importante ativista de direitos humanos morreu em uma prisão da Arábia Saudita, onde cumpria uma sentença de 11 anos, informaram várias organizações não governamentais nesta sexta-feira(24).

O saudita Abdullah al-Hamid morreu aos 69 anos após um acidente cardiovascular que sofreu no início de abril em sua cela.

A informação foi divulgada por vários grupos de direitos humanos, incluindo a Anistia Internacional, que não especificaram a data da morte.

Hamid "foi um corajoso defensor dos direitos humanos na Arábia Saudita", disse Lynn Maalouf, diretora de pesquisa da Anistia Internacional para o Oriente Médio.

"Nossos sentimentos aos familiares e amigos que ... foram privados de sua presença nos últimos oito anos devido à repressão desumana do Estado saudita", denunciou.

Hamid foi um dos fundadores da Associação Saudita de Direitos Civis e Políticos (ACPRA), um importante grupo de direitos humanos fundado em 2009 e dissolvido em 2013. Ele foi condenado em março de 2013 a 11 anos de prisão por "deslealdade" "ao rei saudita e "incitação à desordem ", segundo militantes.

Outros membros da ACPRA estão presos, incluindo um dos cofundadores do grupo, Mohamad al Qahtani, condenado em 2013 a 10 anos de prisão, informou a Anistia.

O reino saudita é frequentemente criticado por seu histórico de violações aos direitos humanos.

Desde que Mohamed bin Salman se tornou príncipe herdeiro em 2017, ele foi acusado de realizar uma repressão implacável contra as vozes da oposição, tanto da mídia intelectual quanto de ativistas de direitos humanos e membros da própria família real.


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