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Estado de Minas COVID-19

OMS alerta que batalha contra a COVID-19 será longa e critica suspensão das restrições

Para o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde o vírus estará conosco por muito tempo, e faz alerta sobre a imprudência de relaxar o confinamento


postado em 24/04/2020 04:00

Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alerta sobre o perigo de ser imprudente diante da pandemia(foto: Fabrice Coffrini/AFP)
Diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alerta sobre o perigo de ser imprudente diante da pandemia (foto: Fabrice Coffrini/AFP)


A crise do coronavírus será longa, disse a Organização Mundial da Saúde (OMS), alertando sobre os riscos de uma suspensão prematura do confinamento para relançar as economias em crise, tema discutido pela cúpula da União Europeia ontem. “Não se enganem: temos um longo caminho a percorrer. Este vírus estará conosco por muito tempo”, disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertando sobre o “perigo” de ser imprudente diante da pandemia, que deixou mais de 180 mil mortos e 2,6 milhões de casos de contágio em todo o mundo desde seu surgimento na China, em dezembro.

Apesar dos avisos, o estado da Geórgia, nos Estados Unidos, decidiu reabrir a partir de hoje seus estúdios de tatuagem e academias de ginástica. Cinemas e restaurantes também farão isso na segunda-feira (27), com medidas sanitárias rigorosas. A medida levantou dúvidas, até mesmo do presidente Donald Trump, ansioso para reiniciar a economia, mas que expressou seu “profundo desacordo” com o governador desse estado do Sul. “É muito cedo, podem esperar um pouco”, disse Trump. Os Estados Unidos têm 46.583 mortes por coronavírus, o número mais alto do mundo.

REUNIÃO DA UNIÃO EUROPEIA

Na Europa, os líderes se reuniram ontem para uma cúpula por videoconferência, na qual tentaram encontrar soluções para tirar a União Europeia da recessão. Os líderes do bloco europeu se limitaram, após quatro horas de reunião, a encarregar a Comissão Europeia de elaborar esse plano de reconstrução até 6 de maio. A chanceler alemã, Angela Merkel, disse que seu país está disposto, “em espírito de solidariedade”, a fazer “contribuições muito mais importantes” ao orçamento da UE.

No entanto, “não há consenso” para transferir dinheiro desse orçamento comum “às regiões” mais afetadas pela crise, reconheceu o presidente francês, Emmanuel Macron. A presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, alertou para uma atuação “muito pouca ou muito tarde“. Vários países europeus tentam relançar a atividade econômica diante da queda do Produto Interno Bruto (PIB) e do aumento do desemprego, e por isso estão levantando parte das restrições de confinamento.

Na Alemanha, a maioria dos estabelecimentos comerciais com menos de 800 metros (incluindo supermercados, livrarias e concessionárias de automóveis) abriram na segunda-feira, apesar de Merkel dizer que “ir muito rápido seria um erro”. Bares, restaurantes, centros culturais e esportivos ainda estão fechados e os estabelecimentos educacionais serão abertos gradualmente. Em Berlim e em outros 10 dos 16 estados federais alemães, as pessoas serão obrigadas a usar máscara no transporte público.

Áustria, Noruega e Dinamarca se comprometeram a suspender parte do confinamento, mas mantendo as medidas de distanciamento social. Itália, França, Suíça, Finlândia e Romênia também estão preparando um desconfinamento cauteloso. A Europa, apesar da desaceleração da epidemia, já contabiliza mais de 112 mil mortes por coronavírus.

Itália (25.085 mortos) e Espanha (22.157) são os países mais afetados na Europa, seguidos pela França (21.340) e Reino Unido (18.100). No Reino Unido, o chefe do serviço de saúde britânico, Chris Whitty, disse que, por enquanto, as medidas de contenção serão mantidas. “A longo prazo, conseguiremos (...) na melhor das hipóteses, com uma vacina muito eficaz (...) ou medicamentos muito eficazes que permitirão que as pessoas não morram da doença”, disse ele.



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