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Estado de Minas

Pandemia: reabertura do comércio na Geórgia sofre duras críticas nos EUA


postado em 23/04/2020 17:02

O governador da Geórgia, no sudeste dos Estados Unidos, recebeu várias críticas esta semana por sua decisão de reabrir, nesta sexta-feira (24), alguns setores da economia local.

Vários prefeitos, comerciantes e até o presidente Donald Trump consideraram a decisão precipitada, em meio à pandemia da COVID-19.

A Geórgia foi um dos últimos estados a impor restrições e, agora, é o primeiro a suspendê-las, o que causou surpresa entre os próprios prefeitos.

Ardoroso aliado de Trump, o governador Brian Kemp disse na última segunda-feira que permitirá a abertura, a partir de amanhã, de alguns setores incapazes de sobreviver ao confinamento da população. A lista inclui academias, salões de beleza e de boliche, estúdios de tatuagem, serviços de estética, entre outros.

Cinemas, clubes e restaurantes poderão abrir as portas na próxima segunda-feira, desde que respeitando o distanciamento social e com a recomendação do uso de máscaras.

O governador republicano citou "dados favoráveis" para justificar esta decisão "aprovada pelas autoridades sanitárias".

Até o momento, o estado conta com cerca de 20.000 casos de contágio e mais de 800 mortos pelo coronavírus, um número que se duplica a cada 13 dias, segundo cálculos do jornal The New York Times.

Kemp afirma que a abertura foi estudada para proteger a saúde e a economia ao mesmo tempo.

"Fomos cirúrgicos, diretos e metódicos, pondo sempre a saúde e o bem-estar dos nossos cidadãos em primeiro lugar", alegou o governador.

Até mesmo Trump disse estar em "franco desacordo" com a decisão, porque a Geórgia não cumpre os requisitos delineados pela Casa Branca em seu plano de várias fases para reativar a economia americana.

"Acho que é muito cedo", disse o presidente. "Podem esperar um pouco mais", insistiu.

"Eu o aconselharia a não fazer isso", comentou dr. Anthony Fauci, epidemiologista e principal assessor da Casa Branca na crise da COVID-19.

A democrata Keisha Lance Bottoms, prefeita de Atlanta, capital do estado, também criticou a medida e alertou que o número de mortos na Geórgia está aumentando.

"Espero que o governador esteja correto, e eu, errada. Porque, se ele estiver errado, vai morrer mais gente", declarou ao canal CBSN.

A decisão sobre sair, ou não, do confinamento tem seguido, em geral, tendências políticas.

Enquanto a maioria dos governadores democratas tem preferido manter as restrições até que o atendimento aos doentes seja administrável, seus colegas republicanos pressionam por sua suspensão, para aliviar o golpe na economia.


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