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Estado de Minas

Reino Unido ultrapassa 18.700 mortos e amplia testes de coronavírus


postado em 23/04/2020 16:07

O governo britânico, muito criticado pelo pequeno número de testes de coronavírus realizados até agora, anunciou nesta quinta-feira(23) a ampliação de exames a todos os "trabalhadores-chave".

Também nesta quinta-feira, o Reino Unido registrou 616 novas mortes hospitalares por COVID-19, elevando o número de óbitos pela doença para 18.738 desde o início da pandemia.

O balanço diário é mais baixo do que o registrado no dia anterior(759).

Para o Executivo, o pico de infecções já foi atingido e as mortes "estão diminuindo lentamente", afirma seu principal consultor científico, Patrick Vallance.

Mas a contagem das autoridades britânicas não inclui os lares de idosos, nos quais, segundo representantes do setor, milhares de pessoas morreram.

Até agora, o Reino Unido não realizou testes em grande escala e reservou os poucos disponíveis para os pacientes mais graves.

Desde o início da crise até esta quinta-feira, foram realizados 583.500. O governo de Boris Johnson prometeu expandir progressivamente esse número para 100.000 exames diários até o final de abril.

Atualmente, há capacidade para 51.000 testes por dia, mas a falta de logística impede a realizaçao de mais da metade destas amostras.

Para contornar a situação, a partir desta quinta-feira "todos os trabalhadores-chave que precisarem poderão marcar uma consulta diretamente" em um site do governo, anunciou o ministro da Saúde, Matt Hancock, em sua coletiva de imprensa diária.

A medida inclui profissionais de saúde, professores, policiais ou motoristas que estejam afastados por sintomas semelhantes aos da COVID-19.

O objetivo é "colocar o Reino Unido em pé outra vez", disse Hancock.

O confinamento, iniciado em 23 de março, foi prorrogado até 7 de maio. Apesar da crescente pressão, o governo ainda não considerou qualquer relaxamento das medidas, ao contrário de outros países europeus.

O Executivo britânico é criticado por seu atraso na decisão e na revisão das medidas de distanciamento e também por promessas não cumpridas de testar a população, além da falta de equipamentos de proteção para as equipes de sáude.


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