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Estado de Minas

FAO defende cooperação entre países para alimentar América Latina

Organismo da ONU alerta para as medidas de isolamento tomadas por vários países para enfrentar a pandemia que resultaram no fechamento de colégios e na suspensão de programas de alimentação escolar, o que coloca em risco a saúde de 85 milhões de menores


postado em 22/04/2020 20:31 / atualizado em 22/04/2020 21:06

Venezuelano segura cartaz dizendo que tem fome e pede ajuda nas ruas de Guayaquil, no Equador(foto: Jose Sanchez/AFP)
Venezuelano segura cartaz dizendo que tem fome e pede ajuda nas ruas de Guayaquil, no Equador (foto: Jose Sanchez/AFP)
 

Os países da América Latina devem evitar ações unilaterais e recorrer à cooperação internacional para garantir alimentos para a população durante a pandemia de coronavírus, avaliou a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em videoconferência realizada nesta quarta-feira.


Os ministros da Agricultura de 34 países da América Latina concordaram que os alimentos devem estar disponíveis a preços convenientes; que sua produção, distribuição e venda ocorra sem risco para a saúde da população; e que se promova o comercio regional.


"A cooperação internacional é uma das principais ferramentas para se enfrentar os efeitos da pandemia; e nenhum país por si só poderá garantir a alimentação da sua população", disse Julio Berdegue, Representante da FAO para a América Latina, em comunicado divulgado na sede regional do organismo, em Santiago.


"Esta crise nos ensina que é preciso acelerar a transformação dos sistemas alimentares para que sejam mais resilientes, inclusivos e sustentáveis".


O secretário de Agricultura e Desenvolvimento Rural do México, Víctor Villalobos, destacou "a importância de se evitar ações unilaterais que afetem o fluxo de alimentos" para a população.


Vários países da região adotaram medidas de isolamento para enfrentar a pandemia que resultaram no fechamento de colégios e na suspensão de programas de alimentação escolar, o que, segundo a FAO, coloca em risco a saúde de 85 milhões de menores.


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