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Estado de Minas

Vários protestos exigem o fim do confinamento no EUA


postado em 19/04/2020 07:37

Centenas de pessoas em diferentes cidades dos Estados Unidos saíram às ruas no sábado (18) para protestar contra as medidas de confinamento contra a pandemia de coronavírus, incentivadas pelo presidente Donald Trump em um contexto de crescente críticas contra essas restrições.

A maior manifestação desse tipo ocorreu em Lansing, Michigan, onde cerca de 3.000 pessoas se reuniram para mostrar insatisfação com o confinamento ordenado pela governadora Gretchen Whitmer.

Em Concord, capital do estado de New Hampshire, cerca de 400 pessoas se reuniram na chuva para pedir que a quarentena não fosse estendida em um estado onde os casos de COVID-19 são relativamente poucos, segundo um fotógrafo da AFP.

Uma mobilização semelhante ocorreu diante da sede do governo de Maryland em Annapolis, que envolveu cerca de 200 pessoas.

Em Austin, Texas, cerca de 250 pessoas protestaram contra a obrigação de ficar em casa.

Com palavras de ordem contra "o colapso econômico" causado pela interrupção de todas as atividades não "essenciais" como resultado das medidas de confinamento.

Em sua entrevista coletiva diária no sábado, o presidente Trump pareceu justificar as manifestações ao declarar que "alguns governadores foram longe demais" ao impor "restrições irracionais".

O confinamento provocou a disparada no número de pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos e deixou muitas pessoas sem renda.

O organizador do protesto em Austin, Alex Jones, fundador do portal de notícias Infowars, ligado à extrema-direita, chegou numa van com ares de tanque de guerra, causando gritos de alegria por parte dos participantes.

Também aconteceram manifestações em Columbus (Ohio), em San Diego (Califórnia), assim como Indiana, Nevada e Wisconsin.

Em alguns estados com governos democratas, os protestos foram incentivados pelo presidente Trump através de sua conta no Twitter. O presidente afirmou que apoia um rápido retorno à vida normal.

No entanto, também foram registradas mobilizações com reivindicações contra o isolamento doméstico em estados com governo republicano, como New Hampshire (nordeste), com 1,3 milhão de habitantes, onde o confinamento está em vigor até 4 de maio. Os manifestantes, exibindo várias bandeiras dos Estados Unidos, pediram o fim antecipado da medida.

Homens com o rosto coberto e portando armas podiam ser vistos entre os que protestavam.

"As pessoas estão muito felizes em fazer o que é necessário voluntariamente", disse à AFP Skip Murphy, um dos manifestantes, desenvolvedor de software de 63 anos de idade, em entrevista por telefone.

No entanto, segundo Murphy, "os dados não garantem" o fechamento que foi imposto em New Hampshire.

Até a manhã de sexta-feira, naquele estado, havia 1.287 infecções e 37 mortes por coronavírus.

"E os nossos direitos constitucionais?", perguntou Murphy.

- Estimulados por Trump -

Uma pesquisa recente do Pew Research Center indicou que a maioria dos americanos, com uma margem de dois para um, está preocupada com o fato de as restrições de mobilidade serem levantadas prematuramente.

Mas a postagens no Twitter de Trump na sexta-feira, nos quais ele pedia "LIBERTEM" Michigan, Minnesota e Virgínia, todos estados com governadores democratas, sob ordens de confinamento.

O milionário republicano repetiu esta mensagem em várias ocasiões, pedindo um retorno antecipado à atividade normal devido ao efeito devastador que as medidas para conter a pandemia tiveram sobre trabalhadores e empresas.

No entanto, as autoridades de saúde alertaram que um abrandamento precoce das medidas poderia levar ao ressurgimento do vírus e causar um desastre na saúde.

Para Murphy, o manifestante de New Hampshire, os protestos vão além dos partidos.

"Isso não tem nada a ver com Trump ou os governadores democratas ou republicanos", disse.

O confinamento deve terminar onde não faz sentido".


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