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Estado de Minas COVID-19

Um mês depois de campanha para Milão não parar, região da cidade italiana tem mais de 4 mil mortos

Prefeito reconhece que errou ao incentivar retomada do comércio e outras atividades em meio à pandemia de coronavírus


postado em 26/03/2020 17:40 / atualizado em 27/03/2020 14:57

Prefeito de Milão reconheceu que errou ao apoiar movimento
Prefeito de Milão reconheceu que errou ao apoiar movimento "Milão Não Para" (foto: Divulgação/ANSA)
O prefeito de Milão, Giuseppe Sala, reconheceu que errou ao apoiar a ação divulgada com o lema "Milão não para", referindo-se às medidas para manutenção da economia e da vida social na cidade, mesmo com a pandemia do novo coronavírus. Nesta quinta-feira (26), completa-se exatamente um mês do lançamento da campanha.

 

 


No momento da divulgação da hashtag na internet, em 26 de fevereiro, a Lombardia, região setentrional da Itália, tinha 258 pessoas infectadas pelo vírus, e o país inteiro contabilizava 12 mortes.


Após um mês, a Lombardia, cuja capital é Milão, é a região da Itália mais atingida pela COVID-19, registrando 34.889 casos de pessoas contaminadas e 4.861 óbitos, de acordo com balanço oficial divulgado nesta sexta-feira, 27 de março. Em termos quantitativos, abriga 40,1% da população italiana acometida pela doença, representando 54,4% das mortes no país.



Milão, a terceira cidade com mais casos confirmados de infecção pelo novo coronavírus na província, tinha até esta sexta-feira 6.922 mil pessoas com a doença. A taxa de crescimento nas últimas 24 horas foi de mais de 848 casos.

“Muitos se referem àquele vídeo que circulava com o título MilãoNãoPara. Era 27 de fevereiro, o vídeo estava explodindo nas redes, e todos o divulgaram, inclusive eu. Certo ou errado? Provavelmente errado”, reconheceu Giuseppe Sala, em entrevista a uma emissora italiana.

“Ninguém ainda havia entendido a virulência do vírus, e aquele era o espírito. Trabalho sete dias por semana para fazer minha parte, e aceito as críticas”, afirmou. 

O vídeo da campanha viralizou na internet em meio aos inúmeros casos de contaminação do vírus no país e após o governo ter decidido confinar 11 cidades do norte italiano, onde haviam sido registrados os primeiros casos de transmissão interna da doença. A produção exibida exaltava os “milagres” feitos “todos os dias” pelos cidadãos de Milão e seus “ritmos impensáveis” e “resultados econômicos importantes”. “Porque, a cada dia, não temos medo. Milão não para”, afirmava o conteúdo expresso no vídeo.

Coronavírus na Itália

Itália registrou recordes de mortes pelo coronavírus esta semana. Somente entre a quinta-feira (26) e a sexta (27) foram quase 1 mil mortos pela COVID-19. As 919 mortes representam um salto de 207 óbitos em relação ao dia anterior. O dia desta semana com menos mortes de italianos por conta da doença respiratória foi a segunda-feira, quando houve 602 registros.


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