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Estado de Minas

UE observará eleição presidencial na Bolívia


postado em 21/02/2020 14:55

A União Europeia (UE) enviará uma missão de observação eleitoral às próximas eleições presidenciais na Bolívia, informou a diplomacia europeia nesta sexta-feira (21). O processo eleitoral ocorre após o de outubro, que foi anulado e resultou na saída de Evo Morales.

"O êxito do processo eleitoral é essencial para restabelecer a estabilidade que a Bolívia precisa para alcançar os seus objetivos políticos e socioeconômicos de desenvolvimento e prosperidade", disse em comunicado o chefe da diplomacia europeia, Josep Borrell.

A eurodeputada portuguesa Isabel Santos estará à frente da missão de observar as eleições do dia 3 de maio e um eventual segundo turno no dia 14 de junho, indicou o Serviço Europeu de Ação Exterior.

A Bolívia volta às urnas depois que uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) identificou irregularidades nas últimas eleições, que favoreciam Morales. Ele renunciou no último 10 de novembro em meio a protestos.

"Depois das tensões políticas do ano passado, as próximas eleições serão extremamente importantes para a Bolívia", ressaltou Santos, cujos principais desafios são os prazos apertados, definidos pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A missão eleitoral, solicitada por La Paz, contará com cerca de 100 funcionários, entre analistas e observadores, tendo início no próximo 18 de março. Pouco depois das eleições, eles emitirão um documento preliminar com as suas conclusões.

Desde 2002, as próximas eleições presidenciais serão as primeiras sem Morales.

Luis Arce, do partido dele, lidera as pesquisas com 31,6% das intenções de voto, seguido do ex-presidente Carlos Mesa, com 17,1%, e da atual presidente interina Jeanine Áñez, com 16,5%.


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