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Estado de Minas

Empresa teme risco de escassez de equipamentos de proteção para central de Fukushima


postado em 18/02/2020 06:25

A empresa Tepco, que administra o desmantelamento da central nuclear de Fukushima Daiichi, teme atrasos no fornecimento de equipamentos de proteção, depois que a produção do material foi afetada na China pela epidemia do novo coronavírus.

"No momento temos estoques suficientes, mas é possível que para alguns trajes particulares tenhamos dificuldades para obtê-los dos fornecedores habituais", declarou um porta-voz da Tokyo Electric Power (Tepco).

A fonte citou como exemplo "trajes com bolsos transparentes que permitem ver a placa de identificação dos trabalhadores e seu dosímetro (para medir a irradiação recebida)".

A cada dia são necessários até 6.000 trajes especiais. A possível escassez das peças está relacionada com a queda no ritmo de produção de várias empresas, assim como aos problemas de logística.

Os trajes impedem que a poeira radioativa se prenda à roupa ou ao corpo.

O governo e a Tepco calculam que serão necessários quase 40 anos para o desmantelamento completo da central, devastada pelo tsunami de 11 de março de 2011.


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