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Estado de Minas

Tribunal canadense adia julgamento sobre extradição de executiva da Huawei


postado em 23/01/2020 19:37

A disputa numa corte do Canadá pela prisão de uma executiva da empresa de telecomunicações Huawei entrou em compasso de espera nesta quinta-feira, após a decisão de uma juíza de adiar a análise do caso que coloca em lados opostos os Estados Unidos e a China.

"Me reservo o julgamento sobre esse assunto", disse a juíza da Suprema Corte da Colúmbia Britânica Heather Holmes, sem estabelecer uma data para decidir se deve ou não prosseguir com a extradição de Meng Wanzhou, responsável pela contabilidade da empresa chinesa.

Washington tenta a extradição da executiva, presa em dezembro de 2018 durante uma escala na cidade canadense de Vancouver.

O governo dos Estados Unidos proibiu as operações da Huawei em seu território, alegando que a empresa chinesa representa um risco de espionagem.

Estão programadas para abril, junho e setembro as próximas audiências do caso, que analisa acusações de conspiração para prender Meng, filha mais velha do fundador da empresa chinesa, Ren Zhengfei.

Washington acusa Meng de mentir para o banco HSBC sobre a relação entre a Huawei e a Skycom, uma subsidiária que vendeu equipamentos de telecomunicações para o Irã, expondo o banco a uma possível violação das sanções americanas EUA contra Teerã.

A executiva nega essas acusações. Durante as audiências, as discussões se concentraram na "dupla criminalidade": para ser extraditada para os Estados Unidos, Meng deve ser condenada por um crime que também seja punível no Canadá.

A decisão do juíza Holms sobre esse assunto determinará o curso adicional das acusações. Se a magistrada considerar a dupla criminalidade não cabível, Meng será libertada.

Os advogados da executiva argumentaram que as acusações contra ela nos Estados Unidos não têm equivalência no Canadá, já que o governo canadense não impôs as mesmas sanções contra o Irã na época dos eventos.


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