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Estado de Minas

Polícia panamenha reforça segurança em comunidade indígena abalada por mortes


postado em 17/01/2020 18:51

A Polícia reforçou a vigilância em uma humilde e remota comunidade panamenha, cujos moradores vivem aterrorizados depois de encontrada uma vala comum com sete corpos de indígenas, que teriam sido sacrificados por uma seita, informou nesta sexta-feira (17) uma autoridade.

"Neste momento estão saindo unidades das forças especiais" à comunidade de Terrón, na comarca Ngäbe Buglé, uma zona indígena de difícil acesso no Caribe a 250 km da Cidade do Panamá, disse o delegado Enrique Martínez à imprensa local.

O dispositivo quer "dar segurança e tranquilidade a esta humilde comunidade que neste momento está aterrorizada", acrescentou Martínez, chefe de polícia da província ocidental de Veraguas.

A Polícia também fará patrulhas "pelo tempo que for necessário" para obter informação sobre algumas igrejas e determinar se existem outras seitas na região, acrescentou Martínez.

De uma base policial de Santiago de Veraguas, capital dessa província, partiram vários helicópteros com agentes da Polícia Especial e do serviço aeronaval.

As autoridades encontraram na quinta-feira na região montanhosa de Terrón uma vala com os restos mortais de seis crianças com idades de um a 17 anos e uma mulher grávida, mãe de cinco crianças.

Pelo caso, a Polícia deteve dez pessoas, às quais a promotoria acusa de ser "supostos responsáveis" pelo sacrifício, tortura e morte dos indígenas.


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