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Estado de Minas

Trump inicia ano eleitoral com vantagem financeira sobre rivais democratas


postado em 02/01/2020 19:01

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem um 'cofre de guerra' para financiar sua reeleição, informou nesta quinta-feira (2) sua equipe de campanha, ao anunciar uma arrecadação superior a de seus adversários democratas visando às eleições de novembro.

Do lado do Partido Democrata, esta quinta foi marcada pela desistência de Julián Castro, o único hispânico entre os pré-candidatos da legenda. Agora, 14 nomes concorrem às doações para fazer a campanha em busca da indicação do partido e chegar à presidência do país.

Mas enquanto os democratas arrecadam dinheiro para competir um contra o outro antes das eleições gerais de 3 de novembro, Trump tem o luxo de acumular fundos até que seu oponente seja decidido, nome que não deve ser definido até julho.

E mesmo em meio ao escândalo político que desencadeou contra ele um processo de impeachment, Trump pode se orgulhar de aumentar seus cofres.

No quarto trimestre de 2019, Trump arrecadou a assombrosa cifra de 46 milhões de dólares, sua melhor arrecadação em um ano em que obteve um total de 143 milhões de dólares, destacou a equipe do republicano.

"Os democratas e os meios de comunicação estiveram em um frenético simulacro de impeachment e a campanha do presidente ficou apenas maior e mais forte, com nosso melhor trimestre de arrecadação de fundos", disse o coordenador de campanha de Trump 2020, Brad Parscale, em um comunicado.

Em 18 de dezembro, Trump foi acusado pela Câmara de Representantes de abuso de poder e de obstrução do Congresso. Ainda precisa ser julgado pelo Senado, onde deve ser absolvido, devido à maioria republicana nesta Casa.

O próprio presidente se orgulha da avalanche de doações que o processo gerou: na quinta-feira, retuitou triunfantemente um relatório do New York Post que alega que sua equipe recebeu 10 milhões de dólares apenas nos dois dias após a aprovação do processo de impeachment na Câmara de Representantes.

"O cofre de guerra do presidente e o exército de partidários da base fazem de sua campanha de reeleição um monstro impossível de ser contido", afirmou.

A campanha de Trump disse que dispõe de 102,7 milhões de dólares.

- "Não é necessário pedir aos ricos" -

A arrecadação de Trump 2020 é muito superior à de seus oponentes.

O senador independente Bernie Sanders anunciou uma cifra considerável: mais de US$ 34,5 milhões foram coletados no último trimestre, o melhor resultado anunciado por um candidato às primárias democratas em 2019.

Sanders aparece em segundo lugar nas intenções de voto das primárias democratas. Em primeiro, está o ex-vice-presidente Joe Biden, que ainda não divulgou o total arrecadado no último trimestre.

A equipe de Sanders também disse que superou as cinco milhões de doações individuais. Em sua anterior campanha à Presidência, superou esse limite apenas depois de março de 2016.

"Estamos demostrando que não é necessário pedir aos ricos e poderosos contribuições de campanha", disse Sanders.

Outro candidato moderado, o mais jovem nas primárias, Pete Buttigieg, também anunciou resultados muito bons nesta quinta-feira. Arrecadou US$ 24,7 milhões no último trimestre e US$ 76 milhões ao todo no ano. É uma quantia impressionante para este ex-militar, abertamente declarado homossexual e desconhecido do público em geral há um ano.

Buttigieg, que até quarta-feira era prefeito de South Bend, Indiana, lidera as pesquisas em Iowa, o primeiro estado a votar nas primárias democratas em 3 de fevereiro.

Outro democrata que tem surpreendido é Andrew Yang, um empresário asiático-americano sem experiência política que arrecadou 16,5 milhões de dólares no quarto trimestre, coroando uma tendencia de alta desde o início de 2019.

Mas, mesmo assim, Yang até agora não cumpriu os requisitos de votação e financiamento exigidos pelo Comitê Nacional Democrata para participar do próximo debate em 14 de janeiro.

Biden, Sanders, Buttigieg e senadores Elizabeth Warren e Amy Klobuchar, são os únicos que se qualificaram até o momento. Há tempo até 10 de janeiro, mas é improvável que pré-candidatos como a senadora Cory Booker, a congressista Tulsi Gabbard ou o bilionário Michael Bloomberg consigam participar.

Tampouco Castro, o ex-secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano de Barack Obama, tem chance, depois de meses procurando arrecadar dinheiro suficiente para se manter à tona, mas sem alcançar contribuições significativas.

A desistência deste neto de imigrante mexicano torna a primária democrata menos diversificada, após a saída nos últimos meses da senadora negra Kamala Harris e do ex-congressista Beto O'Rourke, um carismático texano ligado à comunidade latina.


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