Os Estados Unidos exigiram nesta terça-feira a "libertação imediata e incondicional" do pastor protestante Wang Yi, condenado na véspera na China a nove anos de prisão por "incitar à subversão".
"Me alarma que o pastor Wang Yi, líder da Igreja do Convênio Chuva Precoce de Chengdu, tenha sido julgado em segredo e sentenciado a nove anos de prisão por falsas acusações", assinalou o secretário americano de Estado, Mike Pompeo, em mensagem no Twitter.
"Pequim deve libertá-lo e acabar com a crescente repressão aos cristãos e membros de todos os demais grupos religiosos".
A porta-voz do departamento de Estado, Morgan Ortagus, qualificou a prisão de Wang como "outro exemplo da intensificação da repressão aos cristãos chineses e membros de outros grupos religiosos por parte de Pequim".
"Continuamos pedindo a Pequim que cumpra com seus compromissos e promessas internacionais feitas em sua própria Constituição para promover a liberdade religiosa entre todas as pessoas, incluindo os membros das minorias étnicas e religiosas...".
Wang foi condenado à prisão na segunda-feira por "incitar à subversão contra o poder estatal".
Este tipo de acusação é geralmente utilizado para calar dissidentes críticos ao governo e ao Partido Comunista.
Wang também foi declarado culpado de "operação comercial ilegal" por um tribunal de Chengdu, capital da província de Sichuan (sudoeste).
O líder religioso foi detido em dezembro de 2018 em uma operação das autoridades na qual desapareceram dezenas de membros de sua igreja "clandestina".
