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Estado de Minas

Governo francês denuncia 'pressão' de sindicatos


postado em 28/12/2019 20:55

O secretário francês dos Transportes, Jean-Baptiste Djebbari, denunciou neste domingo (28) a "pressão anormal" à qual, segundo ele, são submetidos os agentes ferroviários que não fazem greve e pediu que se aja diante deste "assédio".

"Exerce-se uma pressão anormal em parte dos agentes ferroviários", assegurou Djebbari em entrevista no Journal du dimanche (JDD), afim ao presidente francês, Emmanuel Macron.

A capital francesa a uma greve dos transportes que já dura 25 dias, em protesto contra o plano do governo de uma reforma no sistema de pensões e aposentadorias.

"Pedi aos dirigentes da SNCF (empresa ferroviária) e a RATP (transporte metropolitano de Paris) que estejam vigilantes e atuem com determinação ante estas atitudes de intimidação e assédio e, inclusive, agressões, que sofrem aqueles agentes que decidiram trabalhar", afirmou o funcionário.

Na entrevista, Djebbari criticou diretamente a central sindical Confederação Geral do Trabalho (CGT), que impulsiona os protestos, à qual acusou de fazer "um sindicalismo de oposição sistemática a qualquer reforma, de bloqueio e às vezes de intimidação".

Em resposta, o secretário-geral da CGT, Philippe Martinez, acusou o governo de "organizar a desordem".

Para o líder sindical francês, o governo de Macron aposta no descrédito do movimento grevista e assegurou que entre os trabalhadores existe "uma verdadeira cólera" pela proposta governamental de reforma do sistema de pensões.

Às vésperas do fim do ano, o movimento social contra o projeto do sistema "universal" de aposentadorias, defendido por Macron, dirige-se a um novo recorde.

Já superou a greve de 1995 nos transportes (22 dias) e em breve poderá ir além dos 28 dias de paralisação no setor ferroviário em 1986-1987.


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