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Estado de Minas

Militar indultado por Trump é apontado como violento por ex-colegas


postado em 27/12/2019 17:55

Um oficial de alta patente da Marinha dos Estados Unidos indultado por crimes de guerra pelo presidente Donald Trump, em meio a uma grande polêmica, foi descrito como "tóxico" e "demônio maldito" por outros veteranos da guerra de Iraque, noticiou nesta sexta-feira (27) o jornal The New York Times.

O depoimento em vídeo para investigadores de crimes de guerra e publicado pelo jornal mostra ex-membros da unidade de Operações Especiais comandada por Eddie Gallagher, acusando-o de atirar contra um menino de 12 anos e levanta rumores de que o militar atacou civis.

"Ele é um demônio maldito", afirma no vídeo o operador especial de primeira classe Craig Miller, um dos mais experientes membros da equipe, do Serviço de Investigação Criminal Naval (NCIS).

Outro membro do pelotão, identificado pelo Times como o operador especial de primeira classe Corey Scott, declara: "Você pode dizer que ele estava perfeitamente de acordo em matar alguém que se movesse".

"O cara era tóxico", acrescenta o operador especial de primeira classe Joshua Vriens.

Gallagher nega as acusações e se defende, afirmando que essas são difamações feitas por membros do pelotão que não conseguiram ter um desempenho igual ao dele.

O atirador de elite e médico, agora com 40 anos, foi originalmente acusado de assassinato premeditado depois de supostamente esfaquear até a morte um combatente de 17 anos do grupo Estado Islâmico capturado ferido no Iraque em maio de 2017.

Depois de ser julgado no início de 2019, a mídia conservadora, especialmente a Fox News, assumiu a defesa do militar.

Em março, Trump agiu para tirar Gallagher da cadeia e colocá-lo em um hospital da Marinha, onde ele tinha mais liberdade.

Em julho, um júri militar o absolveu de homicídio, mas o condenou por posar para uma foto ao lado do corpo de um combatente do EI.

Ele foi rebaixado e a Marinha retirou uma insígnia por boa reputação.

No entanto, Trump interveio novamente, em novembro, para ordenar que seu distintivo e posto fossem restaurados.

"Este caso foi tratado muito mal desde o início", postou no Twitter o presidente, expressando seu desejo de que Gallagher "voltasse à luta".

A certa altura, o NCIS iniciou uma investigação e pediu aos membros do pelotão que apresentassem provas.

"Minhas primeiras reações ao assistir aos vídeos foram de surpresa e aborrecimento por terem sido inventadas mentiras descaradas sobre mim, mas logo percebi que eles estavam com medo de que a verdade viesse à tona por conta da maneira covarde como agiram", disse Gallagher em uma declaração encaminhada por seu advogado ao Times.


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