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Estado de Minas

Centenas participam no último protesto na fronteira Gaza-Israel até março


postado em 27/12/2019 14:49

Centenas de palestinos participaram dos protestos ao longo da fronteira entre a Faixa de Gaza e Israel nesta sexta-feira, a última das manifestações semanais organizadas pelo movimento islamita do Hamas, que só retornarão em março.

Entre uma chuva forte e muito vento, os protestos tiveram menos afluxo do que nos últimos meses, com tensões muito mais aliviadas do que nas semanas anteriores e sem tiros do exército israelense, informou um correspondente da AFP.

Na quinta, as manifestações semanais que acontecem toda sexta-feira ao longo da fronteira entre foram suspensas por três meses, segundo informou na quinta-feira Talal Abu Zarifa, membro do comitê organizador da "Marcha do Retorno", à AFP.

Os protestos semanais começaram em março de 2018 para pedir o cessar do bloqueio israelense, imposto por mais de dez anos na Faixa de Gaza, e o direito de retorno dos palestinos expulsos de suas casas ou que fugiram após a criação do Estado hebraico em 1948.

Quando retomarem, os protestos serão mensais, acrescentou Zarifa, sem dar nenhum motivo específico para esta decisão.

Nos últimos meses, a participação diminuiu.

A presença foi grande no início do movimento na Faixa de Gaza, um enclave palestino governado pelo movimento islamita do Hamas, e eram frequentemente pontilhados de violentos confrontos entre manifestantes e forças israelenses.

Israel argumenta que qualquer "retorno" dos palestinos a suas casas significaria o fim de seu status de Estado judeu.

Também acusa o Hamas de orquestrar os protestos para cobrir ataques internacionais.

Mas, no ano passado, o Hamas e Israel forjaram uma trégua informal, precária e muitas vezes intermitente, na qual o Estado hebraico facilitou seu bloqueio no enclave, em troca de calma na fronteira.

Como parte do acordo, Israel permitiu a entrada de milhões de dólares em ajuda do Catar todos os meses em Gaza, um território de dois milhões de habitantes, metade dos quais vive abaixo da linha da pobreza.

Pelo menos 348 palestinos foram mortos em Gaza por tiros do exército israelense desde o início do movimento, segundo uma contagem da AFP, e outros 7.800 ficaram feridos, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Israel e Hamas travaram três guerras no enclave desde 2008.


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