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Estado de Minas

Manifestantes iraquianos exigem primeiro-ministro sem denúncias de corrupção


postado em 26/12/2019 08:07

Manifestantes iraquianos bloqueavam nesta quinta-feira as principais estradas e pontes de Bagdá e do sul do Iraque, queimavam pneus e criticavam as negociações do governo para encontrar um novo primeiro-ministro.

Em Basra ou Nasiriya, no sul do país, ou em Diwaniya, região central, as chamas e a fumaça dos pneus e das barricadas não deram trégua durante a noite nas principais ruas ou pontes sobre o rio Eufrates.

Em quase todas as cidades do sul do país, os prédios públicos e os centros de ensino permaneceram fechados nesta quinta-feira.

Em Nasiriya, os manifestantes voltaram a atear fogo na sede do governo. Em Diwaniya incendiaram um local de encontro de uma milícia favorável ao Irã.

Os confrontos e as manifestações aumentaram no domingo, depois de alguns dias de relativa calma no movimento popular iniciado há três meses que já deixou 460 mortos e 25.000 feridos.

Os manifestantes protestam contra uma classe política que consideram corrupta e comandada pelo Irã.

Paralelamente, dentro do governo continuam as negociações para encontrar um novo primeiro-ministro, mas o presidente iraquiano, Barham Saleh, bloqueou vários candidatos por considerar que seus nomes aumentariam a revolta nas ruas.

O nome mais citado nos últimos dias é o de Assaad al Aidani, governador de Basra.

"Não queremos Assaad o iraniano", gritaram os manifestantes em Kut, sul do Iraque.

Os protestos criticam os políticos da atual classe dirigente e desejam líderes independentes, de preferência tecnocratas que não participaram em nenhum governo desde 2003, quando o ditador Saddam Hussein foi derrubado após uma ofensiva militar americana.

"O governo é refém dos partidos corruptos e das divisões religiosas. Vamos continuar protestando", promete Sattar Yabbar, manifestante de Nasiriya.


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