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Estado de Minas

Terceiro dia de confrontos em centros comerciais de Hong Kong


postado em 26/12/2019 07:43

A polícia e os manifestantes pró-democracia em Hong Kong voltaram a entrar em confronto, pelo terceiro dia consecutivo, em centros comerciais, particularmente movimento no período de festas de fim de ano.

Os manifestantes se reuniram nesta quinta-feira em diversos centros comerciais da megalópole. Eles gritaram frases hostis ao governo e à polícia.

Em um centro comercial do bairro de Tai Po, ao nordeste de Hong Kong, a polícia usou gás de pimenta e tinta azul - com o objetivo de apontar os suspeitos - contra dezenas de manifestantes que estavam vestidos de preto.

As forças de segurança também efetuaram várias detenções.

A violência diminuiu no último mês na ex-colônia britânica, que vive desde junho sua crise mais grave desde a devolução a Pequim em 1997.

Mas na internet, grupos de manifestantes convocaram ações contundentes durante o período de Natal e Ano Novo, em especial nos bairros que concentram as grandes lojas.

Para o movimento pró-democracia esta é uma forma de perturbar a economia e de pressionar tanto Pequim como o governo local, que se recusam a fazer concessões.

Na véspera de Natal, centenas de ativistas enfrentaram durante horas as forças de segurança no centro comercial de Tsim Sha Tsui, um dos bairros mais movimentados da cidade.

Na quarta-feira foram registrados confrontos no bairro de Mong Kong, outro ponto de comércio intenso.

A chefe do Executivo de Hong Kong, Carrie Lam, acusou os "agitadores irresponsáveis e egoístas" de terem arruinado as festas de Natal.

Hong Kong tem uma grande comunidade cristã e o Natal é uma festa importante e tradicionalmente animada para bares e outros comércios.

O movimento de protesto teve início após a apresentação de um projeto de lei que pretendia autorizar extradições para a China. O Executivo local pró-Pequim retirou o texto, mas os manifestantes ampliaram suas reivindicações.

Os protestos tiveram um impacto negativo no turismo e na economia desta grande praça financeira, que entrou em recessão no terceiro trimestre pela primeira vez em 10 anos, com uma queda do PIB de 3,2%.


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