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Estado de Minas CELEBRAÇÃO

Papa pede esperança às nações americanas

Em mensagem de Natal, pontífice manda recado à Venezuela pedindo ânimo ao povo. Ele defendeu a paz em vários países


postado em 26/12/2019 04:00

Francisco pronunciou ontem a tradicional bênção Urbi et orbi na Praça de São Pedro, no Vaticano (foto: Alberto Pizzoli/AFP )
Francisco pronunciou ontem a tradicional bênção Urbi et orbi na Praça de São Pedro, no Vaticano (foto: Alberto Pizzoli/AFP )



Cidade do Vaticano – O papa Francisco pediu, ontem, “esperança para todo o continente americano, onde várias nações estão passando por um período de agitação social e política”, durante sua tradicional mensagem de bênção Urbi et orbi, na Praça São Pedro, no Vaticano. O pontífice lançou palavras específicas para a Venezuela, pedindo que “o pequeno Menino de Belém anime o amado povo venezuelano” e que ele possa receber “a ajuda de que precisa”. Francisco também elogiou “os esforços daqueles que se empenham em favorecer a justiça e a reconciliação e trabalham para superar as várias crises e as inúmeras formas de pobreza que ofendem a dignidade de cada pessoa”.

Em sua tradicional mensagem de Natal na Praça de São Pedro, o papa Francisco também exortou a comunidade internacional a “garantir a segurança no Oriente Médio, particularmente na Síria”. Que Cristo “inspire os governantes e a comunidade internacional a encontrar soluções que garantam a segurança e a coexistência pacífica dos que estão na região e ponha fim aos sofrimentos”, disse o papa. “Que Cristo seja a luz para tantas crianças que sofrem a guerra e os conflitos no Oriente Médio e em vários países do mundo”, desejou o papa.

O argentino Jorge Bergoglio também pediu uma solução para a crise política no Líbano, um país de “coexistência harmoniosa”, e denunciou a ação de “grupos extremistas no continente africano”, particularmente em Burkina Faso, Mali, Níger e Nigéria. Ao falar das várias zonas do planeta que atravessam conflitos, o papa pediu que “o Senhor Jesus seja luz para a Terra Santa, onde Ele nasceu, Salvador do homem, e onde continua a expectativa de tantos que, apesar de cansados mas sem perder o ânimo, aguardam dias de paz, segurança e prosperidade”. “Seja consolação para o Iraque, atravessado por tensões sociais, e para o Iêmen, provado por uma grave crise humanitária”, apontou.

E se referiu à Ucrânia, “que aspira a soluções concretas para alcançar uma paz duradoura”. Francisco, que fez do apoio aos migrantes uma das prioridades de seu pontificado, não ignorou em sua mensagem Urbi et orbi as críticas aos “muros da indiferença” enfrentados pelos migrantes. “Na esperança de uma vida segura”, eles acabam sofrendo “abusos inomináveis, escravidão de todos os tipos e tortura em campos de detenção desumanos”, disse.

Missa 

A bênção Urbi et orbi é realizada duas vezes por ano, durante a semana santa e o Natal. Durante sua tradicional homilia de Natal, na noite de terça-feira, o pontífice enfatizou a importância do amor “incondicional” e “livre” diante da lógica do mercado. “Não esperemos que nosso vizinho se torne bom para fazer o bem a ele, que a Igreja seja perfeita para amá-la, que outros nos considerem para servirmos. Vamos começar primeiro”, disse Jorge Bergoglio.

“O Natal nos lembra que Deus continua amando cada homem, inclusive o pior”, afirmou o papa argentino diante de milhares de fiéis reunidos na Basílica de São Pedro para a missa do galo, que celebra o nascimento de Jesus. “Seu amor é incondicional” mesmo se “tiver ideias equivocadas”, explicou o papa. “Ainda em nossos pecados continua nos amando. Seu amor não muda, não é exigente; é fiel, é paciente”, acrescentou. A missa de Natal celebra o nascimento de Jesus em Belém, segundo a tradição cristã.

Embora nenhum texto do Novo Testamento indique o dia e a hora do nascimento, sua comemoração em 25 de dezembro foi escolhida no século 4, o que permitiu que a circuncisão de Jesus coincidisse com o dia 1º de janeiro. Da Cidade do Vaticano, Francisco também pediu aos católicos que sigam seu exemplo e não esqueçam o sentimento de “gratidão”, o “saber agradecer”, porque “é a melhor maneira de mudar o mundo”.

Este ano, as festividades são marcadas pelo retorno à Terra Santa do que é considerado um fragmento do berço de Jesus, um presente do papa Francisco que foi recebido em Jerusalém e depois transferido no final de novembro para Belém, depois de 1.300 anos na Europa.







Rainha Elizabeth elogia jovens

Compromisso da nova geração com o meio ambiente foi destacado pela monarca, de 93 anos(foto: Ben Satansall/AFP)
Compromisso da nova geração com o meio ambiente foi destacado pela monarca, de 93 anos (foto: Ben Satansall/AFP)
 
Londres – A rainha da Inglaterra, Elizabeth II, celebrou em sua mensagem de Natal, ontem, o compromisso das novas gerações diante da crise climática, após um 2019 marcado por inúmeras mobilizações inspiradas na ativista Greta Thunberg. “Os desafios que muita gente enfrenta no presente são, talvez, distintos dos que minha geração enfrentou, mas estou surpresa com a maneira como as novas gerações demonstram um senso de dever diante de problemas como a proteção do meio ambiente e do clima”, elogiou a monarca, de 93 anos, que não citou o nome de Greta em seu discurso.

Escolhida personalidade do ano pela revista Time, a adolescente sueca de 16 anos inspirou milhares de jovens ao redor do mundo que foram às ruas pedir aos dirigentes que tomem medidas ambiciosas para fazer frente à mudança climática. Em seu tradicional discurso natalino, Elizabeth II também disse que ela e seu marido, príncipe Philip, “orgulham-se” da chegada de um novo membro à família real com o nascimento, em maio, de Archie, filho do príncipe Harry e de Meghan Markle.

Essas palavras contrastam com a ausência de Harry e Meghan nas fotografias que decoravam o escritório da soberana durante sua intervenção televisiva. O duque e a duquesa de Sussex não passarão as festas de fim de ano com a família real. Harry e Meghan foram para o Canadá, onde a americana viveu por sete anos quando trabalhava como atriz na série Suits.

Elizabeth II também falou de um ano cheio de obstáculos depois que a sociedade britânica se dividiu por causa do Brexit. “Podemos fazer coisas positivas quando deixamos de lado as diferenças do passado e no unimos através da amizade e da reconciliação”, afirmou. “Com frequência, são os pequenos passos, em vez dos passos de gigante, que trazem as mudanças mais duradouras”, defendeu a rainha, após um 2019 no qual se comemorou o 75º aniversário do desembarque da Normandia e meio século após a chegada do homem à Lua.

A rainha da Inglaterra assistiu ontem à missa de Natal em Sandringham com seu filho, o príncipe Andrew, mas sem o marido, o príncipe Philip, recentemente hospitalizado por vários dias. Elizabeth chegou à igreja de Santa Maria Madalena em Sandringham (Leste da Inglaterra) sem o marido. Após quatro noites de hospitalização devido a problemas de saúde preexistentes, o duque de Edimburgo, de 98 anos, se juntou à soberana em sua residência em Sandringham, onde a família real tradicionalmente passa as festas de Natal. O príncipe Andrew, de 59 anos, envolvido num polêmica por sua ligação com o falecido financista Jeffrey Epstein, acusado de exploração sexual de menores, chegou com seu irmão mais velho, o príncipe Charles.
 


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