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Estado de Minas

Papa e arcebispo de Canterbury enviam votos ao Sudão do Sul


postado em 25/12/2019 08:07

O papa Francisco e o arcebispo de Canterbury, Justin Welby, encorajaram novamente nesta quarta-feira (25) as difíceis negociações de paz no Sudão do Sul, após o adiamento até o início de janeiro.

"Neste período de Natal e no início de um novo ano, desejamos enviar a vocês e a todo o povo do Sudão do Sul nossos melhores votos de paz e prosperidade", escreveram aos líderes políticos do país em um mensagem conjunta publicada pelo Vaticano.

Eles também enfatizaram sua "proximidade espiritual" com os sul-sudaneses "enquanto trabalham para uma rápida implementação dos acordos de paz".

Os votos também foram assinados pelo reverendo John Chalmers, ex-moderador da assembleia-geral da Igreja da Escócia.

Os líderes religiosos disseram que rezavam por "um compromisso renovado no caminho da reconciliação e da irmandade".

Em 13 de novembro, o papa Francisco e Justin Welby, chefe da Igreja Anglicana, anunciaram que viajariam juntos para o Sudão do Sul se um governo de unidade nacional pudesse garantir a paz até meados de fevereiro de 2020.

Na mensagem de Natal, eles não mencionam mais um prazo.

As negociações de paz no Sudão do Sul, realizadas em Juba desde 11 de dezembro, foram encerradas na terça-feira e devem ser retomadas no início de janeiro.

O presidente do Sudão do Sul, Salva Kiir, e o líder rebelde Riek Machar, prometeram na terça-feira (17) formar um governo de unidade nacional antes do final de fevereiro, dentro do prazo de 100 dias concedido pelos líderes africanos.

Desde a assinatura de um acordo de paz em setembro de 2018, a luta diminuiu significativamente no Sudão do Sul, mas Salva Kiir e seu ex-vice-presidente Riek Machar falharam em materializar certos dispositivos cruciais do acordo, incluindo a criação de um Exército unificado, o desenho das fronteiras e o número de estados regionais, nos quais o país será subdividido.

Nesse contexto, a formação de um governo de unidade nacional, inicialmente previsto para maio, foi adiada pela primeira vez para 12 de novembro. Na sequência, um novo período de 100 dias foi concedido durante uma reunião em Uganda.


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