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Estado de Minas

Rainha Elizabeth II admite ano 'agitado' em sua mensagem de Natal


postado em 24/12/2019 13:37

Depois de um ano agitado, com os escândalos que marcam sua família e o Brexit, a rainha Elizabeth II pedirá aos britânicos, em seu tradicional discurso de Natal, que superem as divisões.

Para a soberana de 93 anos, 2019 começou com um acidente de trânsito de seu marido, o príncipe Philip, que precisou ser internado. Indisposto nos últimos quatro dias, ele deixou o hospital nesta terça, após receber cuidados médicos por problemas de saúde "já existentes", o que provocou especulações.

Também em 2019, seu filho Andrew se envolveu em um escândalo sexual, e seu neto Harry tornou público seu estado de ânimo diante da pressão da mídia. Depois de publicizar as dificuldades da vida pública em um documentário, o casal Harry e Meghan tirou algumas semanas de descanso e passará o Natal, o primeiro com seu filho, Archie, no Canadá, longe da família Real.

A rainha lerá sua mensagem diante das câmeras nesta quarta, embora trechos já tenham sido antecipados para a imprensa. Os cronistas da família Real britânica destacaram um detalhe na foto oficial da monarca em seu gabinete: em cima da mesa, coberta de fotos familiares, brilha a ausência da foto de Harry, Meghan e Archie.

"Com a rainha, nada acontece por acidente", escreveu o jornal "The Times".

- 'Superar velhas diferenças' -

O discurso real parece se referir, sobretudo, ao tumultuoso Brexit.

"Pequenos passos dados na fé e na esperança podem superar as velhas diferenças e profundas divisões para trazer harmonia e compreensão", dirá a rainha, segundo os trechos de seu discurso revelados na véspera de seu pronunciamento, em 25 de dezembro.

"É claro que a estrada nem sempre é fácil e, por vezes, este ano pareceu muito agitado, mas pequenos passos podem fazer uma grande diferença", acrescentou a rainha em uma passagem em que se refere à vida de Jesus Cristo.

Em seu discurso, a rainha pedirá a reconciliação em um momento em que o Reino Unido se prepara para um marco histórico, com a saída da União Europeia, prevista para o dia 31 de janeiro, após três anos e meio de caos político, em meio ao qual Elizabeth II manteve sua neutralidade.

No discurso, ela se refere às comemorações pelos 75 anos do desembarque da Normandia, quando "aqueles que foram inimigos se renderam para comemorar em ambos os lados do Canal da Mancha".

O primeiro-ministro Boris Johnson, com carta branca para implementar o Brexit graças à sua vitória eleitoral de 12 de dezembro, é mais direto em sua mensagem natalina e pede aos britânicos que "não discutam muito" durante as festas de fim de ano.

- Caso Epstein -

Para muitos especialistas, a monarquia britânica raramente se viu tão abalada desde a morte da princesa Diana em Paris, há mais de 20 anos.

Talvez o mais constrangedor seja a amizade do príncipe Andrew com o bilionário Jeffrey Epstein, que se suicidou na prisão, no momento em que era acusado de exploração sexual de menores em anos.

A família Real também teve de lidar com as críticas à mulher de Harry, Meghan. O filho caçula do príncipe Charles terminou processando vários jornais sensacionalistas, acusando-os de assediar a atriz americana, como já haviam feito com sua mãe, Lady Di.

Apesar das dificuldades, a rainha e a realeza continuam sendo muito populares. Segundo uma recente pesquisa do Instituto Yougov, 80% dos britânicos têm uma opinião positiva de Elizabeht II, e 70% são a favor da monarquia.

Os escândalos multiplicaram, porém, os apelos a que a família Real reduza o número de membros remunerados por suas funções de representação.


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